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Um instinto natural que todos os humanos partilham é evitar o perigo. Na vida real, poucos indivíduos saem de seu caminho para procurar perigo, a maioria das pessoas busca naturalmente refúgio do mal.
Enquanto evitar situações perigosas no mundo físico não é sempre possível, algumas precauções básicas podem ser tomadas. Sistemas de segurança são comumente instalados em áreas de alta criminal idade, e assim por diante. Nesta era de informação, dicas para ficar seguro podem ser encontradas em numerosas fontes.
E quanto aos perigos do plano astral? Como vimos até agora, haveria uma necessidade de aprender sobre, e tomar precauções contra perigos etéreos bem como físicos. A informação de como fazer isso, contudo, não é tão amplamente disponível. Este capítulo ajudará a mudar isso. Para alguns, as técnicas dadas aqui poderiam parecer "magia". Isso acontece por uma boa razão - elas são. A magia pode ser pensada como uma ciência aplicada. Não é surpresa que os procedimentos usados por alguém realizando um feito de engenharia mecânica são simplesmente aplicações pragmáticas dos princípios da Física ou Química. De modo semelhante, as técnicas de alguém realizando um ritual de magia são modos práticos de usar o conhecimento da ciência oculta. Contudo, para aqueles um pouco desconfortáveis com a idéia de realizar um rito de magia (como B. primeiro estava), pelo menos leia as descrições das técnicas antes de formar sua opinião. Os rituais são na maior parte similares a meditações e podem ser pensados como simplesmente exercícios psíquicos (quando realizada de modo apropriado, a magia é basicamente o uso controlado do poder psíquico de alguém).
Como discutido anteriormente no livro (ver bibliografia) , algumas das idéias básicas para as técnicas, neste capítulo, foram extraídas de várias fontes e pela experimentação e modificação se desenvolveram nas formas utilizáveis dadas aqui. Outras idéias foram geradas "do nada" com base na minha pesquisa. Quando usados em conjunto, os ritos simples formam um sistema poderoso de proteção contra os ataques de vampiros psíquicos (e qualquer ataque psíquico, a esse respeito). Esta é a primeira vez que este sistema de defesa em particular aparece impresso. Devido a testes e refinamento dos ritos, o leitor pode estar seguro de que eles funcionam. Com um pouco de esforço, alguém que realize as técnicas é capaz de viver sem ser afetado por vampiros psíquicos.
O objetivo desse rito simples de purificação é eliminar algumas das negatividades que acumulamos durante o dia. Fazer isso tornará mais fácil "programar" nossos corpos astrais para proteção, de modo muito parecido com como um vampiro psíquico programa sua forma astral para se alimentar.
Purificações (bem como muitos outros ritos) são mais fáceis de realizar quando se tem um elo físico para auxiliar a concentração. Portanto, porque uma purificação é na verdade limpeza psíquica, é melhor fazê-la enquanto se toma um banho ou ducha. Além de simplificar as visualizações necessárias (como verá em um momento), tomar um banho ou ducha, particularmente à noite, pode ajudar a relaxar e, portanto, a entrar em um estado mental naturalmente alterado conducente ao trabalho psíquico. Por essas razões, sempre tente praticar esse rito antes de realizar os outros. Aqui está, passo a passo.
1- Prepare uma banheira e entre nela, ou use o chuveiro como normalmente faz (você poderia querer experimentar o ritual de ambas as formas para ver com que elo físico se "sente" melhor, apesar de que, se está com pouco tempo, uma ducha é provavelmente preferível).
2 - Feche os olhos e realmente "sinta" a água em sua pele. Se estiver no chuveiro, concentre na sensação de formigamento causada pelo fluxo de água ao lhe atingir. Se dentro da banheira, foque na sensação de estar cercado por líquido.
3 - Após cerca de um minuto de meditação silenciosa nessas sensações, deveria estar pronto para imaginar que há mais do que apenas líquido pulsando contra você ou lhe rodeando. Imagine que o formigamento do fluxo do chuveiro é um campo estático de energia lhe cercando. Para aqueles na banheira, façam de conta que a sensação de líquido por todo o seu redor é uma aura de energia.
4 - Mantenha seus olhos fechados e tente "ver astralmente" ou visualizar como o campo de energia ao seu redor poderia aparentar.
5 - Quando sentir que pode de alguma forma imaginar seu corpo astral, comece a procurar pontos escuros nele. Se não vir nenhum, ou tiver dificuldade em visualizar, apenas se assegure que está consciente de sua aura e quaisquer impurezas que pudesse ter. Visualize as impurezas escuras deixando sua aura e serem lavadas pelo fluxo do chuveiro, ou simplesmente sendo absorvidas pela água ao redor. Quando sentir que se "purificou" tanto quanto pode, cuidadosa, mas rapidamente saia do chuveiro ou levante-se da banheira. Desligue o chuveiro ou deixe a banheira esvaziar. Você está agora livre de muitas impurezas e preparado para seguir ao próximo rito simples, mas eficaz.
Neste rito também usaremos elos físicos; um deles será o mesmo utilizado na purificação - água. Neste ritual, será usado para representar o elemento mágico da Água; há quatro outros elementos: Espírito, Terra, Fogo e Ar. Além de um copo de água, os outros de que você precisará são um prato de sal para Terra, uma vela branca para Fogo e uma vareta de incenso para Ar (olíbano funciona bem, contudo qualquer fragrância pode ser usada). O elemento do Espírito não será representado fisicamente.
1 - Arrume esses itens em uma pequena mesa no centro do quarto antes de começar o banho de purificação. Dessa forma, quando retomar ao seu quarto, imediatamente pode realizar o banimento.
2 - Posicione o incenso em um suporte no lado Leste de sua mesa, a vela em um suporte no lado Sul, o copo d' água no Oeste e o prato de sal no norte. Tenha também alguns fósforos à mão.
3 - Depois de seu banho de purificação, entre na sala onde fará o trabalho, diminua as luzes e siga os seguintes passos.
4 - Fique a Oeste de sua mesa, olhando para o Leste. Feche os olhos e respire profunda e lentamente três vezes. Sinta o corpo de energia novamente ao seu redor ao fazê-lo. Abra seus olhos, pegue os fósforos e acenda a vareta de incenso. Então carregue-a ao redor do perímetro do quarto, movendo em sentido horário, formando um Círculo de fumaça. Conforme o faz, diga em voz alta ou para si mesmo: "Purifico este espaço com Ar". Volte à sua posição atrás da mesa e coloque o incenso queimando de volta no suporte no lado Leste da mesa.
5 - Acenda a vela com um fósforo. Pegue a vela e ande em sentido horário ao redor do perímetro de seu Círculo sagrado, enquanto diz: "Purifico este espaço com Fogo". Então volte à sua posição atrás da mesa e deixe a vela acesa, coloque-a de volta em seu suporte no lado Sul da mesa.
6 - Pegue o copo d'água e ande em sentido horário ao redor de seu Círculo. Ao fazê-lo, marque o perímetro do Círculo jogando gotas de água no chão com seus dedos. Enquanto estiver andando, diga: "Purifico este espaço com Água". Volte à sua posição atrás da mesa e coloque o copo no lado Oeste da mesa.
7 - Agora, pegue o pequeno prato de sal e comece a andar ao redor do Círculo novamente, desta vez jogando pitadas de sal ao redor do Círculo conforme o faz (você não precisa espalhar muito da substância, é apenas uma ação simbólica). Enquanto circula, diga: "Purifico este espaço com Terra". Mais uma vez, volte ao seu lugar atrás da mesa, e coloque o prato de sal em sua posição no lado Norte da mesa.
8 - Os próximos poucos passos requerem absoluta concentração, então clareie sua mente tanto quanto puder nesse momento. Feche os olhos novamente, respire profundamente mais três vezes e volte sua face para cima. "Veja" em seu olho da mente que há uma bola brilhante de luz diretamente sobre você. Tente vê-Ia tão clara quanto puder.
9 - Imagine que, com cada inalação que você fizer deste ponto em diante, a bola de luz branca se aproxima. Logo ela descerá pelo topo de sua cabeça e se moverá para o centro de seu peito. Tente vê-Ia e senti-Ia realmente. A bola de luz branca brilhante deveria fazê-Io sentir-se como se houvesse uma fonte de energia quente pulsando dentro de você. Quando estiver consciente da luz em você, e convencido de sua existência, comece a imaginar que ela está aumentando a cada exalação. Em cerca de um minuto ela deveria se tomar uma esfera de luz grande o bastante para cercá-lo e a mesa. Continue expandindo a esfera do Espírito em sua mente até que encha o círculo inteiro que acabou de fazer com os outros elementos. Você agora estará rodeado por um círculo/esfera feito de todos os cinco elementos mágicos antigos. A este ponto você terá de selecionar um símbolo que sente representar proteção. (Pode ser uma cruz, Estrela de Davi, pentagrama, etc.) Uma vez tendo esse símbolo em mente, tente visualizá-Io (com os olhos fechados) como sendo aproximadamente do tamanho da sua mão e flutuando dentro de seu peito onde, a bola de energia estava. Imagine-o emitindo uma cor dourada suave.
10 - Quando você "vir" o símbolo no peito, abra seus olhos. Agora visualize o símbolo flutuando para o leste de seu círculo. Desta vez veja-o como tendo pouco mais de meio metro e brilhando em uma luz azul. Uma vez que possa ver o símbolo para o leste de seu círculo, volte sua face para o sul e visualize o mesmo símbolo flutuando lá.
11 - Continue visualizando o símbolo da mesma maneira nos quadrantes Norte e Oeste de seu círculo/esfera.
12- Sele a esfera ao redor visualizando o símbolo bem acima de você, da extremidade ao topo de sua esfera de proteção.
13 - Finalmente, concentre-se no círculo e nos símbolos ao seu redor e diga: "Fico agora em espaço sagrado. Somente luz pode entrar nesta área purificada" .
O banimento precedente funcionará bem para criar uma área protegida psiquicamente. Qualquer um deveria ser capaz de realizá-lo com sucesso, mesmo sem nunca ter feito trabalho meditativo ou mágico antes. Se você gostaria de tentar alguns rituais de banimento avançados, há alguns dados em meu livro Summoning Spirits (ver a bibliografia para detalhes).
O propósito deste ritual é remover quaisquer elos que um vampiro psíquico possa ter estabelecido com você. Este rito precisa ser realizado somente se estiver sofrendo repetidos ataques de vampiros. Quando isso ocorre, ramos astrais (como descritos anteriormente no livro) poderiam continuar ligados à sua aura, tomando fácil para ele encontrá-Io. Realizar este rito é difícil para aqueles novos na meditação, porque requer que você sinta essas conexões. Mesmo se não estiver certo de sua habilidade de encontrar os ramos astrais que poderiam estar lá, contudo, simplesmente visualizá-Ios e lidar com eles como mostrado abaixo resultará no mesmo. Em outras palavras, sua aura rejeitará e repelirá os ramos não importa em que parte de seu corpo astral realmente estiverem, se você se livrar simbolicamente deles.
1 - Uma vez sentado confortavelmente, feche os olhos. Respire profundamente três vezes e novamente tente conscientizar-se do corpo astral sutil ao seu redor.
2 - Quando puder sentir e ver a presença de seu corpo astral, tente "procurar" áreas de sua aura com as quais pareça haver algo "errado". Em outras palavras, procure por áreas que simplesmente não sintam iguais ao resto do seu corpo de energia.
3 - Essas áreas, se você sentir alguma, poderiam ter ramos conectados a elas. Esse é especialmente o caso se estiver sofrendo de repetidos ataques psíquicos. Tente ver ou sentir esses ramos escuros. Se não puder encontrar nenhum após uns poucos minutos, mas sentir que tem áreas de seu corpo astral que poderiam estar com falta de energia, tente visualizar ramos nessas áreas mesmo assim (pelas razões de simbolismo já discutidas).
4 - Abra seus olhos e tente ver e sentir onde estão os ramos astrais.
5 - Certifique-se que pode dizer onde estão antes de seguir ao próximo passo.
6- Levante sua mão direita e estenda o indicador. Imagine haver um raio de luz amarela emanando cerca de 30 centímetros da ponta de seu dedo. Sinta-o pulsar como uma espada curta de energia.
7 - Use a espada de luz para cortar fora os ramos de seu corpo astral. As formas escuras deveriam se contorcer e afastar-se de você. "Queime" a extremidade de cada um com sua espada depois de soltá-lo.
8 - Quando todos os ramos tiverem sido cortados, deixe a espada de luz se dissipar e gaste uns poucos momentos sentindo seu corpo de energia. Sinta que está selado e vibrante. Ao visualizar o corte dos ramos escuros, mesmo se tivesse de imaginar que eles estavam lá, realizará um ato poderoso de separação de qualquer vampiro astral que pudesse estar conectado a você. Depois de completar os ritos descritos até então, você deveria estar purificado, em uma área sagrada, e livre de quaisquer elos com vampiros psíquicos. Agora é o momento de se assegurar de que não importa onde esteja, estará seguro de ataques futuros tanto diurnos como noturnos.
Também mencionamos outro tipo de programação, um modo para uma pessoa ensinar seu corpo astral a se defender e proteger de quaisquer ataques. Uma vez que seu corpo astral esteja "pronto" para se proteger de qualquer forma, você terá de reforçar sua programação apenas ocasionalmente para desfrutar uma vida em segurança dos ataques astrais.
É claro que não fui capaz de testar os resultados dessa técnica ao decorrer de uma vida, mas ela tem mantido pessoas livres de ataques desde que comecei a usá-la. Não há razão por que deveria parar de funcionar. Do que vi, realizar este rito uma vez por mês mais ou menos (em conjunção com pelo menos os dois primeiros ritos) virtualmente garante-lhe nunca ser importunado por um vampiro psíquico.
Essa regra de um mês poderia variar de pessoa para pessoa. Por exemplo, se você foi atacado em uma base regular por um vampiro psíquico no passado, poderia querer começar fazendo o ritual toda semana por cerca de um mês, então alternar as semanas e daí, finalmente, para uma vez por mês. Alternativamente, se foi atacado apenas uma vez ou nunca, mas quer estar do lado seguro, poderia sentir-se bem fazendo-o de vez em quando. Quão freqüentemente você deveria reforçar este rito é determinado por experimentação e por sua situação particular.
Você não precisará de quaisquer instrumentos físicos para realizar esta técnica, apenas de um lugar confortável para sentar-se - se você tiver feito o rito "Quebrando os laços" estará bom. Se você estiver realizando o último rito antes deste, então apenas respire profundamente algumas vezes e siga imediatamente com este rito. Se estiver fazendo apenas um banimento antes, sente-se em sua posição confortável e proceda com os passos seguintes.
Com os olhos fechados, continue a se concentrar em seu corpo astral. Veja-o como um corpo de luz branca lhe cercando e realmente se concentre em sentir sua presença. Sinta seu corpo astral de luz se expandir a cada inalação e contrair a cada exalação. Em outras palavras, pense nele como uma camada de pele etérea semelhante a um balão afetado por sua respiração. Sentir isso lhe ajudará a tornar-se consciente de seu corpo de luz de forma mais "real". Perceba que pode controlar completamente as dimensões e movimentos de seu corpo astral e que respirar é apenas um modo de fazê-lo.
Quando sentir que tem a aura sob controle consciente, continue a fazê-la se expandir a cada inalação. Não faça, contudo, essa pele etérea se contrair com suas exalações, deste ponto em diante. Como resultado dessa expansão firme, sua aura continuará a crescer cada vez que você inalar.
Quanto mais distante sua aura estiver de sua pele física, menos lembrará o seu corpo. Quando a pele etérea alcança uma distância de pouco mais de meio metro a partir de sua pele física, aquela deveria lembrar uma grande oval de luz branca que lhe envolve. Pare de aumentá-la nesse ponto.
Gaste cerca de um minuto tentando focar no escudo astral ao seu redor. Certifique-se de que acredita em sua presença antes de continuar.
Concentre-se no fato de que o escudo que agora o cerca não pode ser penetrado. Repita diversas vezes um mantra similar ao seguinte: "Estou protegido de todo ataque psíquico; estou protegido de todo mal". Você poderia dizer isso para si mesmo ou em voz alta, mas de um jeito ou de outro certifique-se que diz com cada longa exalação expeli da. Repetição em sincronia com respiração rítmica deixará sua intenção clara para o subconsciente, que em retomo efetuará as mudanças em seu corpo astral (não podemos entrar em detalhes sobre como é possível afetar o plano mental aqui, mas diversos livros na bibliografia, incluindo Summoning Spirits, deveriam deixar isso claro). Continue repetindo seu mantra conforme continua.
Para reforçar mais sua afirmação ou mantra, visualize sua aura ficando mais brilhante a cada exalação conforme você repete a intenção. Faça isso por cerca de três exalações, então, com cada repetição do mantra, veja espinhos astrais se formarem na superfície de sua aura. Adicione espinhos conforme repete o mantra duas vezes mais.
Pare de repetir o mantra e concentre-se na aparência de seu corpo astral aumentado. Ele deveria estar pesadamente encouraçado com espinhos, lembrando um porco-espinho. Gaste um momento convencendo-se disso.
Ainda se concentrando em sua aura encouraçada, repita o mantra seguinte, ou um como ele, pelas suas três próximas exalações: "Esses espinhos repelirão todo mal, dia e noite". Em sua próxima exalação, diga com convicção de forma que sinta diferente e algo mais poderoso: "Quando o perigo se aproxima, esses espinhos aparecerão!" Agora, a cada exalação, comece a ver sua concha astral diminuir em tamanho. Conforme estiver a apenas cerca de 30 centímetros de distância da superfície de sua pele, veja a concha astral começar a lembrar seu corpo em geral novamente. Além disso, a essa distância, imagine os espinhos diminuindo.
Quando a aura tiver encolhido -ao tamanho de seu corpo, veja-a como estando mais uma vez serena e sinta-a como parte de seu ser fisico. Medite por um momento sobre o fato de que, deste ponto em diante, seu corpo astral inchará e formará espinhos protetores sempre que estiver sob ataque psíquico.
Abra seus olhos e levante-se lentamente. Você deveria agora fazer algo para retomar completamente à consciência normal, comer, assistir à televisão ou fazer uma caminhada são boas opções.
Quando acabar e voltar à consciência normal, não pense sobre o rito! Deixe a "semente" astral plantada crescer sem perturbação. Pensar a respeito do procedimento poderia afetar seu resultado adversamente. Tente se distrair ao menos pelo resto desse dia para melhores efeitos.
Com esse rito feito e ocasionalmente reforçado, você deveria ser capaz de passar pela vida sem ser ferido por um ataque psíquico. Se alguma vez se sentir incerto de que está funcionando, porém, simplesmente traga de volta a visualização e sensação da concha astral com seus espinhos e deverá imediatamente ter uma sensação de segurança. Uma última palavra sobre esta técnica particular. Enquanto o rito poderia parecer um pouco bizarro para aqueles não familiarizados com o trabalho ritual, gostaria de deixar absolutamente claro que as forças colocadas em movimento em sua realização são poderosas e efetivas. Você não precisa acreditar em minha palavra sobre sua eficácia. Tente e veja. Se foi importunado por vampiros astrais no passado, desfrutará os dias de paz que estão à sua frente. E se não foi atacado, mas ainda realizar os ritos neste capítulo, descanse tranqüilo de que nunca terá razão para temer as criaturas sugadoras de energia descritas neste livro.
Bibliografia: Konstantinos - Vampiros, a Verdade Oculta.
Enquanto evitar situações perigosas no mundo físico não é sempre possível, algumas precauções básicas podem ser tomadas. Sistemas de segurança são comumente instalados em áreas de alta criminal idade, e assim por diante. Nesta era de informação, dicas para ficar seguro podem ser encontradas em numerosas fontes.
E quanto aos perigos do plano astral? Como vimos até agora, haveria uma necessidade de aprender sobre, e tomar precauções contra perigos etéreos bem como físicos. A informação de como fazer isso, contudo, não é tão amplamente disponível. Este capítulo ajudará a mudar isso. Para alguns, as técnicas dadas aqui poderiam parecer "magia". Isso acontece por uma boa razão - elas são. A magia pode ser pensada como uma ciência aplicada. Não é surpresa que os procedimentos usados por alguém realizando um feito de engenharia mecânica são simplesmente aplicações pragmáticas dos princípios da Física ou Química. De modo semelhante, as técnicas de alguém realizando um ritual de magia são modos práticos de usar o conhecimento da ciência oculta. Contudo, para aqueles um pouco desconfortáveis com a idéia de realizar um rito de magia (como B. primeiro estava), pelo menos leia as descrições das técnicas antes de formar sua opinião. Os rituais são na maior parte similares a meditações e podem ser pensados como simplesmente exercícios psíquicos (quando realizada de modo apropriado, a magia é basicamente o uso controlado do poder psíquico de alguém).
Como discutido anteriormente no livro (ver bibliografia) , algumas das idéias básicas para as técnicas, neste capítulo, foram extraídas de várias fontes e pela experimentação e modificação se desenvolveram nas formas utilizáveis dadas aqui. Outras idéias foram geradas "do nada" com base na minha pesquisa. Quando usados em conjunto, os ritos simples formam um sistema poderoso de proteção contra os ataques de vampiros psíquicos (e qualquer ataque psíquico, a esse respeito). Esta é a primeira vez que este sistema de defesa em particular aparece impresso. Devido a testes e refinamento dos ritos, o leitor pode estar seguro de que eles funcionam. Com um pouco de esforço, alguém que realize as técnicas é capaz de viver sem ser afetado por vampiros psíquicos.
Uma Purificação
Antes de tentar se proteger psiquicamente, você deve se certificar de que sua aura ou corpo astral está livre de quaisquer "impurezas" etéreas. Como logo verá, em uma instância na qual alguém é atacado repetidamente por um vampiro psíquico específico, algumas dessas impurezas poderiam representar elos para o vampiro. O processo de purificação terá pouco efeito em tais elos, contudo. Eles terão de ser tratados de maneiras diferentes (leia mais sobre isso depois).O objetivo desse rito simples de purificação é eliminar algumas das negatividades que acumulamos durante o dia. Fazer isso tornará mais fácil "programar" nossos corpos astrais para proteção, de modo muito parecido com como um vampiro psíquico programa sua forma astral para se alimentar.
Purificações (bem como muitos outros ritos) são mais fáceis de realizar quando se tem um elo físico para auxiliar a concentração. Portanto, porque uma purificação é na verdade limpeza psíquica, é melhor fazê-la enquanto se toma um banho ou ducha. Além de simplificar as visualizações necessárias (como verá em um momento), tomar um banho ou ducha, particularmente à noite, pode ajudar a relaxar e, portanto, a entrar em um estado mental naturalmente alterado conducente ao trabalho psíquico. Por essas razões, sempre tente praticar esse rito antes de realizar os outros. Aqui está, passo a passo.
1- Prepare uma banheira e entre nela, ou use o chuveiro como normalmente faz (você poderia querer experimentar o ritual de ambas as formas para ver com que elo físico se "sente" melhor, apesar de que, se está com pouco tempo, uma ducha é provavelmente preferível).
2 - Feche os olhos e realmente "sinta" a água em sua pele. Se estiver no chuveiro, concentre na sensação de formigamento causada pelo fluxo de água ao lhe atingir. Se dentro da banheira, foque na sensação de estar cercado por líquido.
3 - Após cerca de um minuto de meditação silenciosa nessas sensações, deveria estar pronto para imaginar que há mais do que apenas líquido pulsando contra você ou lhe rodeando. Imagine que o formigamento do fluxo do chuveiro é um campo estático de energia lhe cercando. Para aqueles na banheira, façam de conta que a sensação de líquido por todo o seu redor é uma aura de energia.
4 - Mantenha seus olhos fechados e tente "ver astralmente" ou visualizar como o campo de energia ao seu redor poderia aparentar.
5 - Quando sentir que pode de alguma forma imaginar seu corpo astral, comece a procurar pontos escuros nele. Se não vir nenhum, ou tiver dificuldade em visualizar, apenas se assegure que está consciente de sua aura e quaisquer impurezas que pudesse ter. Visualize as impurezas escuras deixando sua aura e serem lavadas pelo fluxo do chuveiro, ou simplesmente sendo absorvidas pela água ao redor. Quando sentir que se "purificou" tanto quanto pode, cuidadosa, mas rapidamente saia do chuveiro ou levante-se da banheira. Desligue o chuveiro ou deixe a banheira esvaziar. Você está agora livre de muitas impurezas e preparado para seguir ao próximo rito simples, mas eficaz.
Um Ritual de Banimento
Assim como seu corpo astral deve ser purificado antes que os trabalhos possam ser feitos, a atmosfera astral do quarto no qual você planeja realizá-lo também deve ser purificada. Todas as impurezas e negatividades devem ser banidas da área e para conseguir isso um ritual de banimento deveria ser conduzido. Esse tipo de ritual tem outra função além de clarear uma área - ele também cria um lugar seguro onde vampiros astrais não podem entrar ou se manifestar.Neste rito também usaremos elos físicos; um deles será o mesmo utilizado na purificação - água. Neste ritual, será usado para representar o elemento mágico da Água; há quatro outros elementos: Espírito, Terra, Fogo e Ar. Além de um copo de água, os outros de que você precisará são um prato de sal para Terra, uma vela branca para Fogo e uma vareta de incenso para Ar (olíbano funciona bem, contudo qualquer fragrância pode ser usada). O elemento do Espírito não será representado fisicamente.
1 - Arrume esses itens em uma pequena mesa no centro do quarto antes de começar o banho de purificação. Dessa forma, quando retomar ao seu quarto, imediatamente pode realizar o banimento.
2 - Posicione o incenso em um suporte no lado Leste de sua mesa, a vela em um suporte no lado Sul, o copo d' água no Oeste e o prato de sal no norte. Tenha também alguns fósforos à mão.
3 - Depois de seu banho de purificação, entre na sala onde fará o trabalho, diminua as luzes e siga os seguintes passos.
4 - Fique a Oeste de sua mesa, olhando para o Leste. Feche os olhos e respire profunda e lentamente três vezes. Sinta o corpo de energia novamente ao seu redor ao fazê-lo. Abra seus olhos, pegue os fósforos e acenda a vareta de incenso. Então carregue-a ao redor do perímetro do quarto, movendo em sentido horário, formando um Círculo de fumaça. Conforme o faz, diga em voz alta ou para si mesmo: "Purifico este espaço com Ar". Volte à sua posição atrás da mesa e coloque o incenso queimando de volta no suporte no lado Leste da mesa.
5 - Acenda a vela com um fósforo. Pegue a vela e ande em sentido horário ao redor do perímetro de seu Círculo sagrado, enquanto diz: "Purifico este espaço com Fogo". Então volte à sua posição atrás da mesa e deixe a vela acesa, coloque-a de volta em seu suporte no lado Sul da mesa.
6 - Pegue o copo d'água e ande em sentido horário ao redor de seu Círculo. Ao fazê-lo, marque o perímetro do Círculo jogando gotas de água no chão com seus dedos. Enquanto estiver andando, diga: "Purifico este espaço com Água". Volte à sua posição atrás da mesa e coloque o copo no lado Oeste da mesa.
7 - Agora, pegue o pequeno prato de sal e comece a andar ao redor do Círculo novamente, desta vez jogando pitadas de sal ao redor do Círculo conforme o faz (você não precisa espalhar muito da substância, é apenas uma ação simbólica). Enquanto circula, diga: "Purifico este espaço com Terra". Mais uma vez, volte ao seu lugar atrás da mesa, e coloque o prato de sal em sua posição no lado Norte da mesa.
8 - Os próximos poucos passos requerem absoluta concentração, então clareie sua mente tanto quanto puder nesse momento. Feche os olhos novamente, respire profundamente mais três vezes e volte sua face para cima. "Veja" em seu olho da mente que há uma bola brilhante de luz diretamente sobre você. Tente vê-Ia tão clara quanto puder.
9 - Imagine que, com cada inalação que você fizer deste ponto em diante, a bola de luz branca se aproxima. Logo ela descerá pelo topo de sua cabeça e se moverá para o centro de seu peito. Tente vê-Ia e senti-Ia realmente. A bola de luz branca brilhante deveria fazê-Io sentir-se como se houvesse uma fonte de energia quente pulsando dentro de você. Quando estiver consciente da luz em você, e convencido de sua existência, comece a imaginar que ela está aumentando a cada exalação. Em cerca de um minuto ela deveria se tomar uma esfera de luz grande o bastante para cercá-lo e a mesa. Continue expandindo a esfera do Espírito em sua mente até que encha o círculo inteiro que acabou de fazer com os outros elementos. Você agora estará rodeado por um círculo/esfera feito de todos os cinco elementos mágicos antigos. A este ponto você terá de selecionar um símbolo que sente representar proteção. (Pode ser uma cruz, Estrela de Davi, pentagrama, etc.) Uma vez tendo esse símbolo em mente, tente visualizá-Io (com os olhos fechados) como sendo aproximadamente do tamanho da sua mão e flutuando dentro de seu peito onde, a bola de energia estava. Imagine-o emitindo uma cor dourada suave.
10 - Quando você "vir" o símbolo no peito, abra seus olhos. Agora visualize o símbolo flutuando para o leste de seu círculo. Desta vez veja-o como tendo pouco mais de meio metro e brilhando em uma luz azul. Uma vez que possa ver o símbolo para o leste de seu círculo, volte sua face para o sul e visualize o mesmo símbolo flutuando lá.
11 - Continue visualizando o símbolo da mesma maneira nos quadrantes Norte e Oeste de seu círculo/esfera.
12- Sele a esfera ao redor visualizando o símbolo bem acima de você, da extremidade ao topo de sua esfera de proteção.
13 - Finalmente, concentre-se no círculo e nos símbolos ao seu redor e diga: "Fico agora em espaço sagrado. Somente luz pode entrar nesta área purificada" .
O banimento precedente funcionará bem para criar uma área protegida psiquicamente. Qualquer um deveria ser capaz de realizá-lo com sucesso, mesmo sem nunca ter feito trabalho meditativo ou mágico antes. Se você gostaria de tentar alguns rituais de banimento avançados, há alguns dados em meu livro Summoning Spirits (ver a bibliografia para detalhes).
Quebrando os Laços
Após seu banimento, você pode deixar a vela e o incenso queimando. Para o resto das técnicas, precisará se posicionar onde puder se sentar ou deitar confortavelmente. Se escolher se deitar, contudo, assegure-se de que não dormirá. Sentar-se em uma cadeira confortável é provavelmente a melhor forma de fazer este rito e o outro que se segue.O propósito deste ritual é remover quaisquer elos que um vampiro psíquico possa ter estabelecido com você. Este rito precisa ser realizado somente se estiver sofrendo repetidos ataques de vampiros. Quando isso ocorre, ramos astrais (como descritos anteriormente no livro) poderiam continuar ligados à sua aura, tomando fácil para ele encontrá-Io. Realizar este rito é difícil para aqueles novos na meditação, porque requer que você sinta essas conexões. Mesmo se não estiver certo de sua habilidade de encontrar os ramos astrais que poderiam estar lá, contudo, simplesmente visualizá-Ios e lidar com eles como mostrado abaixo resultará no mesmo. Em outras palavras, sua aura rejeitará e repelirá os ramos não importa em que parte de seu corpo astral realmente estiverem, se você se livrar simbolicamente deles.
1 - Uma vez sentado confortavelmente, feche os olhos. Respire profundamente três vezes e novamente tente conscientizar-se do corpo astral sutil ao seu redor.
2 - Quando puder sentir e ver a presença de seu corpo astral, tente "procurar" áreas de sua aura com as quais pareça haver algo "errado". Em outras palavras, procure por áreas que simplesmente não sintam iguais ao resto do seu corpo de energia.
3 - Essas áreas, se você sentir alguma, poderiam ter ramos conectados a elas. Esse é especialmente o caso se estiver sofrendo de repetidos ataques psíquicos. Tente ver ou sentir esses ramos escuros. Se não puder encontrar nenhum após uns poucos minutos, mas sentir que tem áreas de seu corpo astral que poderiam estar com falta de energia, tente visualizar ramos nessas áreas mesmo assim (pelas razões de simbolismo já discutidas).
4 - Abra seus olhos e tente ver e sentir onde estão os ramos astrais.
5 - Certifique-se que pode dizer onde estão antes de seguir ao próximo passo.
6- Levante sua mão direita e estenda o indicador. Imagine haver um raio de luz amarela emanando cerca de 30 centímetros da ponta de seu dedo. Sinta-o pulsar como uma espada curta de energia.
7 - Use a espada de luz para cortar fora os ramos de seu corpo astral. As formas escuras deveriam se contorcer e afastar-se de você. "Queime" a extremidade de cada um com sua espada depois de soltá-lo.
8 - Quando todos os ramos tiverem sido cortados, deixe a espada de luz se dissipar e gaste uns poucos momentos sentindo seu corpo de energia. Sinta que está selado e vibrante. Ao visualizar o corte dos ramos escuros, mesmo se tivesse de imaginar que eles estavam lá, realizará um ato poderoso de separação de qualquer vampiro astral que pudesse estar conectado a você. Depois de completar os ritos descritos até então, você deveria estar purificado, em uma área sagrada, e livre de quaisquer elos com vampiros psíquicos. Agora é o momento de se assegurar de que não importa onde esteja, estará seguro de ataques futuros tanto diurnos como noturnos.
Programação do Corpo Astral
Vampiros psíquicos podem ensinar seus corpos astrais a se alimentar da energia de outros.Também mencionamos outro tipo de programação, um modo para uma pessoa ensinar seu corpo astral a se defender e proteger de quaisquer ataques. Uma vez que seu corpo astral esteja "pronto" para se proteger de qualquer forma, você terá de reforçar sua programação apenas ocasionalmente para desfrutar uma vida em segurança dos ataques astrais.
É claro que não fui capaz de testar os resultados dessa técnica ao decorrer de uma vida, mas ela tem mantido pessoas livres de ataques desde que comecei a usá-la. Não há razão por que deveria parar de funcionar. Do que vi, realizar este rito uma vez por mês mais ou menos (em conjunção com pelo menos os dois primeiros ritos) virtualmente garante-lhe nunca ser importunado por um vampiro psíquico.
Essa regra de um mês poderia variar de pessoa para pessoa. Por exemplo, se você foi atacado em uma base regular por um vampiro psíquico no passado, poderia querer começar fazendo o ritual toda semana por cerca de um mês, então alternar as semanas e daí, finalmente, para uma vez por mês. Alternativamente, se foi atacado apenas uma vez ou nunca, mas quer estar do lado seguro, poderia sentir-se bem fazendo-o de vez em quando. Quão freqüentemente você deveria reforçar este rito é determinado por experimentação e por sua situação particular.
Você não precisará de quaisquer instrumentos físicos para realizar esta técnica, apenas de um lugar confortável para sentar-se - se você tiver feito o rito "Quebrando os laços" estará bom. Se você estiver realizando o último rito antes deste, então apenas respire profundamente algumas vezes e siga imediatamente com este rito. Se estiver fazendo apenas um banimento antes, sente-se em sua posição confortável e proceda com os passos seguintes.
Com os olhos fechados, continue a se concentrar em seu corpo astral. Veja-o como um corpo de luz branca lhe cercando e realmente se concentre em sentir sua presença. Sinta seu corpo astral de luz se expandir a cada inalação e contrair a cada exalação. Em outras palavras, pense nele como uma camada de pele etérea semelhante a um balão afetado por sua respiração. Sentir isso lhe ajudará a tornar-se consciente de seu corpo de luz de forma mais "real". Perceba que pode controlar completamente as dimensões e movimentos de seu corpo astral e que respirar é apenas um modo de fazê-lo.
Quando sentir que tem a aura sob controle consciente, continue a fazê-la se expandir a cada inalação. Não faça, contudo, essa pele etérea se contrair com suas exalações, deste ponto em diante. Como resultado dessa expansão firme, sua aura continuará a crescer cada vez que você inalar.
Quanto mais distante sua aura estiver de sua pele física, menos lembrará o seu corpo. Quando a pele etérea alcança uma distância de pouco mais de meio metro a partir de sua pele física, aquela deveria lembrar uma grande oval de luz branca que lhe envolve. Pare de aumentá-la nesse ponto.
Gaste cerca de um minuto tentando focar no escudo astral ao seu redor. Certifique-se de que acredita em sua presença antes de continuar.
Concentre-se no fato de que o escudo que agora o cerca não pode ser penetrado. Repita diversas vezes um mantra similar ao seguinte: "Estou protegido de todo ataque psíquico; estou protegido de todo mal". Você poderia dizer isso para si mesmo ou em voz alta, mas de um jeito ou de outro certifique-se que diz com cada longa exalação expeli da. Repetição em sincronia com respiração rítmica deixará sua intenção clara para o subconsciente, que em retomo efetuará as mudanças em seu corpo astral (não podemos entrar em detalhes sobre como é possível afetar o plano mental aqui, mas diversos livros na bibliografia, incluindo Summoning Spirits, deveriam deixar isso claro). Continue repetindo seu mantra conforme continua.
Para reforçar mais sua afirmação ou mantra, visualize sua aura ficando mais brilhante a cada exalação conforme você repete a intenção. Faça isso por cerca de três exalações, então, com cada repetição do mantra, veja espinhos astrais se formarem na superfície de sua aura. Adicione espinhos conforme repete o mantra duas vezes mais.
Pare de repetir o mantra e concentre-se na aparência de seu corpo astral aumentado. Ele deveria estar pesadamente encouraçado com espinhos, lembrando um porco-espinho. Gaste um momento convencendo-se disso.
Ainda se concentrando em sua aura encouraçada, repita o mantra seguinte, ou um como ele, pelas suas três próximas exalações: "Esses espinhos repelirão todo mal, dia e noite". Em sua próxima exalação, diga com convicção de forma que sinta diferente e algo mais poderoso: "Quando o perigo se aproxima, esses espinhos aparecerão!" Agora, a cada exalação, comece a ver sua concha astral diminuir em tamanho. Conforme estiver a apenas cerca de 30 centímetros de distância da superfície de sua pele, veja a concha astral começar a lembrar seu corpo em geral novamente. Além disso, a essa distância, imagine os espinhos diminuindo.
Quando a aura tiver encolhido -ao tamanho de seu corpo, veja-a como estando mais uma vez serena e sinta-a como parte de seu ser fisico. Medite por um momento sobre o fato de que, deste ponto em diante, seu corpo astral inchará e formará espinhos protetores sempre que estiver sob ataque psíquico.
Abra seus olhos e levante-se lentamente. Você deveria agora fazer algo para retomar completamente à consciência normal, comer, assistir à televisão ou fazer uma caminhada são boas opções.
Quando acabar e voltar à consciência normal, não pense sobre o rito! Deixe a "semente" astral plantada crescer sem perturbação. Pensar a respeito do procedimento poderia afetar seu resultado adversamente. Tente se distrair ao menos pelo resto desse dia para melhores efeitos.
Com esse rito feito e ocasionalmente reforçado, você deveria ser capaz de passar pela vida sem ser ferido por um ataque psíquico. Se alguma vez se sentir incerto de que está funcionando, porém, simplesmente traga de volta a visualização e sensação da concha astral com seus espinhos e deverá imediatamente ter uma sensação de segurança. Uma última palavra sobre esta técnica particular. Enquanto o rito poderia parecer um pouco bizarro para aqueles não familiarizados com o trabalho ritual, gostaria de deixar absolutamente claro que as forças colocadas em movimento em sua realização são poderosas e efetivas. Você não precisa acreditar em minha palavra sobre sua eficácia. Tente e veja. Se foi importunado por vampiros astrais no passado, desfrutará os dias de paz que estão à sua frente. E se não foi atacado, mas ainda realizar os ritos neste capítulo, descanse tranqüilo de que nunca terá razão para temer as criaturas sugadoras de energia descritas neste livro.
Bibliografia: Konstantinos - Vampiros, a Verdade Oculta.
1 comentário
Não há ainda muito tempo que existiam os «caçadores de prêmios» para os quais o vampiro era uma presa natural. Entre as duas guerras mundiais, na aldeia de Pirenil, Podrina, o mágico muçulmano que aí vivia, recebeu mil dinares para destruir um vampiro. Do mesmo modo que em todos os lugares rurais da Europa, o padre cobrava muitas vezes a proteção religiosa que encarnava. Em nome de Cristo muitos erros se cometeram, e a caça ao vampiro degenerou muitas vezes em autênticos massacres de inocentes: «Em 1837, na aldeia de Derknoi, na Rússia, um estrangeiro acabado de chegar tornou-se suspeito para os camponeses e, tomando-o por vampiro, torturaram-no queimando-o em seguida. As pessoas desta região pensavam que apenas de noite estes monstros apareceriam», escreve Tony Faivre.
As mais estranhas crenças nasceram deste medo ao «morto vivo». Assim, gentes do povo germânico consideravam que as crianças que tivessem no corpo alguma mancha avermelhada teriam inevitavelmente de ser «vampiros», mas sob uma forma muito peculiar; sem apresentar aspecto tenebroso. Depois da vida terrestre, diz a lenda, virão como borboleta branca que, pousando sobre o peito de quem dorme, daí extrairão o derradeiro fôlego, o que asfixiará a vítima.
Em Vestefália o vampiro raramente toma a forma de um morcego, mas sim de borboleta. Estas materializações surpreendentes nada têm a ver com o vampiro de carne e osso, vestindo os seus próprios fatos impecáveis, freqüentando os meios mundanos de todas as épocas.
Para as tradições esotéricas, não restam dúvidas: só o duplo, o «corpo astral» do morto tem o poder de agir para além da morte. O corpo não sai nunca do túmulo. E sim a energia do defunto que, por razões desconhecidas, se manifesta ainda depois da extinção das funções vitais.
Destruir esse duplo: tal seria o alvo a atingir pela estaca aguçada que entra pelo peito do vampiro.
Os padres ortodoxos respondiam quase sempre da mesma maneira às superstições. «Que se deite água benta sobre os túmulos, que se abram as sepulturas e se queimem os cadáveres, para que o medo se afaste de toda a aldeia.»
Na Bulgária, era uso o padre erguer a imagem de um santo cristão por cima do defunto, e, pegando nu ma garrafa com sangue, obrigava o vampiro a entrar dentro dela. Depois atirava a garrafa ao fogo.
Na Sérvia, o sacerdote dirigia-se ao cemitério acompanhado pelos camponeses apavorados, tirava o caixão do túmulo, deitava palha por cima, atravessava o corpo do defunto com uma estaca de espinheiro e queimava-o. Em seguida, dizia: «O demônio não virá atormentar mais ninguém.»
A meio do século XVIII, o medo instalou-se um pouco por toda a Europa. Tudo é possível acontecer, desde suspeitar-se das sepulturas, não vão elas servir pa- ra dissimular presenças diabólicas do além túmulo...
Em cada país o clero arranja uma estratégia para combater esses seres da noite e para fazer face aos mortos-vivos, que parece começam a invadir a Europa Central.
«Os sacerdotes», escreve J. L. Degaudenzi, «celebram missa durante os nove dias que se seguem à inumação».
Ao décimo dia, se a epidemia continua desenterra-se o corpo, transporta-se à capela, arranca-se-lhe o coração por entres nuvens de incenso. Também as vísceras são queimadas e tudo o que resta do broucolaque[1][5]. Em Milo as coisas não se passavam de maneira muito diferente, a avaliar pelo relato de Ricault, em 1679. Uma pessoa excomungada foi, diz ele, enterrada em local distante da ilha de Milo, onde pouco tempo depois surgiram manifestações espíritas. Tudo se preparava então para abrir o túmulo, desmembrar o corpo, ferve-lo em vinho, quando a família deste, enviando dinheiro ao Patriarca de Constantinopla, pediu que lhe fosse levantado o castigo. No momento do levantamento, perante a perplexidade de quem assistia[2][6], e sete anos após estar enterrado, o corpo desfez-se por completo.
A partir de 1824 o trespassar de cadáveres acabou, embora se mantivesse o enterrar de criminosos e suicidas nas encruzilhadas dos caminhos, para evitar que se tornassem «vampiros» infestando lugares sagrados.
O Código Penal russo previa no seu artigo 1472.º: «Ao suicida não é concedido um enterro religioso.»
Abrir os túmulos e mutilar os cadáveres estava previsto no artigo 234.2 do mesmo Código.
A pesquisa "Becoming a Vampire Without Being Bitten: The Narrative Collective Assimilation Hypothesis," publicada no Psychological Science, jornal acadêmico da universidade, atesta a hipótese de que ao absorver as narrativas não há diferença psicológica entre viver e se entregar a um livro, de modo que podemos nos tornar membros do grupo de personagens lá descritos.
Os autores Shira Gabriel, PhD e Ariana Young, são pesquisadores de psicologia social da Universidade de Buffalo e também descobriram que este senso de pertença que se desenvolve durante a leitura provoca o mesmo sentimento de satisfação e felicidade que alguém teria se de fato fizesse parte do mundo descrito.
"A conexão social é uma necessidade humana básica e sempre que nos sentimos conectados a outros nos sentimos bem em geral e satisfeitos com nossas vidas. Nosso estudo demonstrou que a assimilação de uma narrativa permite que nos sintamos próximos a outros no conforto de nosso próprio espaço e segundo nossa própria conveniência.(...) Nossos dados mostram que isso gera um aumento da satisfação e do bom humor, que são duas das consequências diretas do sentimento de pertença.", revelou Gabriel ao Psychological Science.
Para testar a hipótese Gabriel e Young requisitaram que 140 formados da Universidade de Buffalo lessem por 30 minutos/dia dois livros bastante populares: "Crepúsculo" e "Harry Potter e a Pedra Filosofal." Depois os participantes responderam uma série de questionários que atestaram suas respostas conscientes e inconscientes as narrativas.
Os resultados foram claros, entrevistados que leram "Harry Potter" identificaram a si mesmos , tanto consciente como inconscientemente com magos ao passo que aqueles que leram "Crepúsculo" adquiriram a identificação psicológica dos vampiros. Eles não apenas se sentiram conectados com os personagens, como era esperado, mas também adotaram padrões comportamentais, atitudes e traços de personalidade que consideraram realistas, deixando de lado a parte de sugar sangue e voar em vassouras.
O estudo sugere que os livros nos dão mais que uma oportunidade para submergir em um mundo de fantasia. Eles nos dão também a chance de nos sentirmos pertencer a algo maior que nós e colher os frutos psicológicos de fazer parte de um reino amplo sem a necessidade de um encontro social de verdade.
É claro que quando entramos em uma narrativa, seja em um livro, filme ou série de TV, nós não nos tornamos Harry ou Bela, mas nos tornamos de fato parte de seus mundos. Isso nos faz sentir bem e pode de fato afetar nossa personalidade e comportamento. Já era um fato amplamente conhecido na psicologia que nós mudamos nosso comportamento quando estamos entre um grupo de amigos para nos tornar mais semelhantes a eles. Agora sabemos que isso também ocorre quando lemos um livro.
Uma questão que sempre levantou acirrados debates nos círculos estudiosos é a de como a gênese vampírica se vincula ao mito de Caim e Abel. São vários os relatos míticos que tencionam descrever a autêntica origem da linhagem vampírica. Entre muitas culturas, a judaico-cristã também possui algumas versões, mas nenhuma delas está disponível nos textos canônicos. O mesmo processo que filtrou, eliminou e adulterou os documentos produzidos nos meios pré-cristão e cristão primitivo, de tal modo a autorizar os dogmas e doutrinas da ortodoxia católica, também purgou qualquer menção explícita aos vampiros nas narrativas bíblicas. Muito embora a intenção e o empenho da igreja católica fosse o de destruir todos os livros que, de alguma forma, contradissessem a sua compilação diretamente “inspirada” pelo espírito santo, alguns lograram sobreviver e hoje são conhecidos como apócrifos ou escritos proibidos. É num raro e reduzido grupo destes que encontramos os únicos relatos remanescentes sobre vampiros dentro da cultura bíblica. Recentemente a pretensa antiguidade de um livro deste grupo foi negada; estudos históricos e análise de estilo dataram o surgimento do original por volta do século XI. Neste manuscrito, Caim é posto propositalmente como o antepassado mais remoto da linhagem. O intuito disfarçado na elaboração deste livro é compor mais um elemento para a cortina de fumaça que encobre as intenções filosóficas originais das passagens bíblicas. Sendo assim, não merece uma consideração maior.
Meu interesse se volta mais para uma certa versão gnóstica do Livro do Gênese. Esse texto, em sua transcrição copta, foi preservado por uma seita gnóstica cristã minoritária chamada “astanfitas”, pertencente ao mesmo braço herético responsável pelos “ofitas” e “caimitas”. Devido ao número extremamente reduzido de seguidores, esta seita pôde passar incógnita até proximamente o século IX, quanto foi cruel e sigilosamente exterminada nos alvores da inquisição. Antes de assumir suas feições gnósticas, ela fazia parte das dissidências judaicas do período pré-cristão. Surgiu como uma resposta heterodoxa à outra seita cismática que marcou essa época com seu fundamentalismo austero: os essênios. Estes se referiam aos astanfitas como os inimigos da verdade, um título que eles não rejeitavam de todo; já que, revelando notável concordância com os filósofos céticos, pregavam que a certeza é um engano, a dúvida é fundamental; a mente sem ilusão não tem certeza, a inteligência honesta duvida. Mais tarde, resumiriam: “Toda gnose possível é dúvida rigorosa”. A princípio parece um total niilismo e um profundo pessimismo; mas; para eles; uma conduta moral somente poderia ser construída sobre a dúvida alcançada a duras penas. O homem moralmente apto é aquele que pode se responsabilizar por seus atos e um ato é responsável desde que tenha sido executado por livre opção. Contudo, não há o que decidir se a certeza já nos é dada pela verdade. E optar pelo errado não é uma atitude livre, é apenas uma louca inconseqüência. Logo, é legítima somente a decisão que for pautada numa dúvida muito bem estabelecida, pois apenas ela nos provê de opções, a verdade elimina todas. Assim, chegam a um certo humanismo moral, onde desprezam a verdade revelada que tira do homem a responsabilidade por seus atos. A verdade, diziam os astanfitas, produz apenas dois tipos de homens; os imbecis irresponsáveis e os loucos inconseqüentes.
Depois do desaparecimento dos astanfitas, demorou quatro séculos para que surgisse indícios da sobrevivência de algo dos seus manuscritos. Então, na península ibérica, começou a circular, entre os cabalistas, exemplares de textos nitidamente astanfitas vertidos para o árabe. Inafortunamente, nenhuma dessas obras escapou completa do fogo da inquisição, tudo o que nos restou foram poucos fragmentos dispersos, insuficientes para dar idéia geral sobre o que tratava o texto integral do qual provinham. Comentários, inserções e indicações nos tratados de alquimia e cabala do período, quando não são sucintos em demasia, são herméticos em excesso ou propositalmente evasivos.
Após esse breve aparecimento, só no século XX o interesse na gnose astanfita veio a se reacender através de novos e sensacionais achados. Sintomaticamente, duas das mais importantes coletâneas de textos gnósticos vieram à luz em datas quase concomitantes na década de quarenta. Em dezembro de 1945, foram encontrados, num complexo de cavernas no alto Egito, os famosos “manuscritos de Nag Hammadi” que, após superarem mais de trinta anos entraves de todo tipo, puderam contar uma estória diferente do início do cristianismo.
Em março de 1946, foi a vez dos menos conhecidos “manuscritos astanfitas de Hagia Sophia”. Tendo um percurso tão mirabolante e mais antigo que o da primeira descoberta, sua estória começa quando um colecionador, em 1935, doou à igreja de Hagia Sophia, recém transformada em museu, um maço de pergaminhos aos quais não se deu muita importância, pois se tratava na maior parte de homilias e sermões de padres ortodoxos que oficiavam na basílica entre os séculos XIII e XV. Durante mais de dez anos ficaram preteridos no depósito, quando finalmente foi feito um exaustivo trabalho de recuperação, em que as folhas grudadas pelo mofo e umidade foram separadas cuidadosamente uma a uma. Entremeado aos textos eclesiais, encontrou-se um códice em copta com datação mais remota que o restante do material. Era uma legítima compilação astanfita feita provavelmente no quinto ou sexto século.
Quando soube do achado, o colecionador confessou ter adquirido o maço, junto com diversos outros artefatos egípcios, de um ladrão de túmulos no Cairo, pouco antes da primeira guerra. Este lhe contou que os papéis lhe foram passado numa transação arriscada feita com um receptador de Istambul, mas que, antes dele, estiveram em posse de um padre da igreja ortodoxa que, por sua vez, os haviam recebido em confiança de um operário que trabalhou na recuperação de Hagia Sophia após o terremoto de 1894. O vício em ópio, além de outros prazeres mais caros, levou o sacerdote a negociar os documentos com o comerciante desonesto em troca de algum dinheiro que lhe suprisse, pelo menos por uns dias, suas necessidades mais prementes.
Ao que parece, vários dos manuscritos ficaram por muito tempo resguardados da sanha dos inquisidores em recônditos obscuros dentro da sólida construção de Hagia Sophia, sob a custódia de alguns padres simpatizantes ou simplesmente tolerantes da heresia astanfita. Também há rumores de que o faziam em respeito aos projetistas do edifício: o matemático Anthemius de Tralles e o arquiteto Isidorus de Miletus; estes sim – sustentam certas fontes – eram astanfitas praticantes, fato que mantiveram em segredo durante toda vida por razões óbvias. Sobre isso nada podemos afirmar. Seja como for, o encargo foi passado dentro de um círculo restrito de padres, geração a geração. Até que a tomada de Constantinopla pelos turcos no século XV obrigou os padres a esconder, apressadamente, seus livros e documentos em recintos selados, para que não ficassem ao alcance dos pagãos e fossem destruídos. No meio dessas pilhas de papéis ordinários, os manuscritos astanfitas foram inseridos sorrateiramente sem que os outros padres incumbidos da tarefa suspeitassem. A esperança era que logo os invasores seriam expulsos e os documentos novamente recuperados. Tais expectativas não se cumpriram e a basílica não só permaneceu em domínio turco como foi feita mesquita imperial pelo conquistador, o Sultão Mehmet. E assim foram esquecidos por mais de cinco séculos; quando, então, um terremoto abriu uma das câmaras secretas expondo seu conteúdo. A abertura foi descoberta primeiramente por um dos operários que vieram trabalhar na restauração da igreja. Visando obter algum lucro no comércio ilegal de antiguidades, ele extraviou uns poucos pacotes de escritos, enquanto pode manter oculta a passagem para a cela. Quando, no canteiro de obra, começaram a desconfiar de seus estranhos pacotes, supondo que logo seria despedido, lacrou de vez a passagem, pensando poder voltar assim que a situação fosse esquecida. Nesse meio tempo, deixou seu espólio sob guarda de um padre que era seu conhecido para não levantar suspeitas. Seu azar foi que o tal padre não tinha uma vida tão devota e estava sempre desesperado em busca de dinheiro para sustentá-la. Logo, não demorou muito para cair na tentação e vender todos os pacotes no mercado negro de itens antigos. Ele não poderia imaginar o quanto antigos eram os documentos e que valiam bem mais que as garrafas de absinto e a noite de satisfação carnal. Contudo, não tardou para que todos os seus problemas fossem definitivamente resolvidos; o operário, ao saber que mais nada restava, apunhalou o padre e fugiu. A sorte do fugitivo não melhorou, o padre tinha irmãos menos tementes a deus, que o emboscaram e mataram alguns dias depois.
Depois do relato feito pelo colecionador, começou-se as buscas pela cela secreta e ela foi encontrada. Passou-se, então, ao tedioso trabalho de recuperação e, no seu decorrer, outros textos astanfitas foram surgindo paulatinamente. Entre eles, algumas preciosidades como um evangelho desconhecido e que nem mesmo estava presente na biblioteca de Nag Hammadi. Enigmaticamente, em sua primeira linha lê-se: “Estes são os relatos feitos por Lásarus, o primeiro vivo, sobre Jesus, o segundo vivo”. Outros são conhecidos por Nag Hammadi ou outras fontes, mas designam autores diferentes. É o caso de certos livros, cuja autoria sempre foi dada a João, que aparecem atribuídos a Lásarus, o primeiro vivo. Esse Lásarus evangelista, discípulo e depois mestre de Jesus confunde os pesquisadores imensamente. Nos evangelhos canônicos, ele é apenas o rapaz ressuscitado, irmão de Marta e Maria. Talvez “primeiro vivo” derive do fato de ter precedido Jesus na ressurreição do corpo. O seu evangelho astanfita diz explicitamente isso, mas também revela que a ressurreição foi apenas aparente; já que, efetivamente, eles jamais chegaram a morrer. Nos seus termos:
“A ressurreição só é possível enquanto ainda não sobreveio a morte física. O fruto da arvore da vida é para ser comido pela carne e quem assim o saborear ressuscita e passa a ser um ‘vivo’ como Jesus e, antes dele, Lásarus”.
Tudo isso é muito interessante, todavia estamos nos desviando de nosso tema. Haverá outras ocasiões propícias para retomarmos a esse assunto instigante. No momento, devemos nos ater a uma obra magnífica e sem precedentes revelada entre os manuscritos de Hagia Sophia. Nunca houve qualquer citação sobre ela, tudo que lhe dissesse respeito foi sumariamente destruído. Parece que até mesmo os monges de Nag Hammadi a rejeitaram ou a desconheciam. Nem os detratores da heresia gnóstica que existiram dentro da patrística – normalmente os responsáveis por sobreviver alguma memória dos textos que atacavam e, por paradoxal que pareça, sem eles a existência de certas concepções não ortodoxas seriam completamente varridas da História – ousaram mencioná-la uma vez que fosse. Era como jamais tivesse sido escrita até as descobertas de Hagia Sophia. Talvez os padres da igreja tenham pensado que era mais sensato e prudente omitir comentários e não chamar atenção sobre ela, deixá-la obscura e restrita como estava, não deviam salientar qualquer aspecto de seu conteúdo, até tachá-la de apostasia imperdoável seria conceder-lhe uma importância perigosa. Neste caso, julgaram que o melhor era calar e proceder, sem aviso e demora, uma devassa permanente para busca e apreensão de todas as cópias que surgissem, as quais seriam lançadas ao fogo de imediato. Felizmente, os astanfitas eram poucos e astutos, não se revelavam com facilidade e suas condutas não os denunciavam. Além de tudo, eram muito estimados, pois se destacavam em diversas das artes e ciências da época, inclusive assumiam posto de responsabilidade dentro do império e, mais tarde, na própria igreja. Graças a essas providenciais peculiaridades, um pergaminho contendo uma inspirada versão alternativa do gênese bíblico chegou aos nossos tempos.
Os historiadores catalogaram esse códice com o título de “O Livro de Astanfeus”, já que Astanfeus, um dos sete anjos da criação, é o protagonista da trama narrada no manuscrito. A sua epopéia inicia-se precisamente no trecho bíblico encontrado em gênesis 3:22 nas bíblias atuais e relata sua contenda com Iaodabaoth, outro anjo da criação; metáfora para o conflito eterno entre liberdade e tirania. O sentimento filantrópico nutrido por Astanfeus o levará a defender o homem contra os desmandos megalômanos de Iaodabaoth. Sua interferência se faz, a princípio, através de Eva, pois só ela lhe podia ouvir, isto porque a sensibilidade de Adão foi totalmente embotada pelo domínio que Iaodabaoth exerce sobre a aparência. Astanfeus passa, então, a incentivá-la para que compartilhe com seu parceiro o fruto interdito do conhecimento do bem e do mal, assegurando-lhe que não iriam morrer como sentenciou o anjo que lhes dizia ser um deus único. E, além disso, seus olhos se abririam, o que os tornaria iguais aos anjos. Sua investida surtiu efeito e o fruto foi consumido, o que desagradou profundamente Iaodabaoth, fazendo-o exigir a expulsão do casal humano do éden, para evitar que também usufruíssem da árvore da vida. Todavia, sua moção não foi acatada pelos outros seis anjos da criação; os elohim, o próprio Astanfeus sendo um deles. Enfurecido, Iaodabaoth se volta contra os humanos, persuadindo-os de que nada havia mudado; continuavam a ser as mesmas criaturas indefesas de antes, só que agora estavam eternamente marcadas pelo pecado da desobediência e da soberba de desejarem ser deuses, tornando mister que sofressem uma severa punição: o exílio.
Prefigurando uma notável ingenuidade, eles aceitam as manobras ladinas do anjo contrariado em seu amor próprio. É voluntariamente que se submetem e se humilham a um poder que já não possuía controle sobre seus destinos. E por que fizeram isso? Qual a razão de tal disparate? O texto delata uma cumplicidade tácita entre os dois lados dessa relação de poder. Evidencia que os pais da humanidade não foram enganados, nem poderiam ser; o fruto do conhecimento havia lhes concedido clareza de espírito suficiente para flagrar qualquer tentativa de logro. O que choca é concluir com o autor que eles deliberadamente se deixaram enganar. E isso não é a mesma coisa, está muito longe de ser. Inadvertidamente, usa-se um conceito pelo outro sem considerar a inversão que ocorre entre agente e paciente do dolo. O logrado aqui, no fim das contas, é Iaodabaoth que tomou como sincera a crença depositada em suas palavras.
A que leva e qual a motivação desse estranho jogo de interesse? Depois que conheceram o bem e o mal, Adão e Eva se encontram numa situação semelhante a que passaram antes de comer o fruto. Na ocasião, nada havia que lhes desse certeza de qual dos dois anjos estava certo e, sendo honestos consigo mesmos, esse ponto ainda permanecia incerto; já que Iaodabaoth sentenciou que morreriam, mas não disse quando. Mesmo assim, tomaram uma decisão e declinaram em favor de Astanfeus. Comido o pomo da discórdia, descobriram que o esclarecimento não lhes trouxe a verdade, nem resolveu inteiramente o certo do errado; o que fez foi refinar, de modo extraordinário, a dúvida; paradoxalmente tornando-a algo líquido e certo. O bem e o mal se confundem, se mesclam, permutam incessantemente, variam de acordo com as circunstâncias, são recíprocos de uma mesma inteireza, um consubstancia o outro, entre eles há uma mútua afirmação e uma alternância cíclica de feições. Nessa dança interminável, as alternativas estarão sempre sendo geradas, as escolhas irão se sucedendo a cada passo. O primeiro casal humano percebeu, aturdido, que não lhe seria exigido apenas mais uma decisão; encadeadas a esta viriam várias, uma após outra até o fim da vida que pudessem ter. Vislumbraram uma existência repleta de livres opções e responsabilidade por cada ato. Se a primeira decisão não havia sido fácil, imagine enfrentar isso a todo momento e para sempre. Diante de Eva, Adão pondera:
– De que nos adiantou ter os olhos abertos, enxergamos em detalhes e minúcias o que antes era plano e compacto, abandonamos uma imagem simples e imediata de tudo que era exterior a nós por uma complexa compreensão que não delimita fronteira entre o dentro e o fora. Agora, podemos antecipar que nosso futuro não está previsto, são muitas as possibilidades e nenhuma garantia é possível; o dia seguinte se tornou uma bela esperança. Essa liberdade exasperante que devemos exercer cotidianamente nos será cobrada com mais e mais necessidades. Quanto mais se amplia a potência de nossos atos, mais aumenta nossa responsabilidade pelas conseqüências. A partir do fruto, se não assumirmos e suportarmos esse peso, não nos consideraremos dignos, nem razoáveis. Perdemos totalmente a capacidade de acreditar no quer que seja, sempre conseguiremos ver outras alternativas e, então, fazer mais uma escolha será inevitável, como a responsabilidade dela decorrente. Nunca escaparemos desse destino repleto de opções angustiantes, sempre seremos levados a tomar decisões cruciais e dolorosas. E tudo isso, toda essa demanda valerá a pena? Qual recompensa receberemos pelo extremo esforço? Também sobre isso nada é certo. Nosso discernimento recém adquirido não sustenta um só sentimento de segurança.
– Talvez, Eva, fosse melhor para nós devolver esse dom ingrato. Voltar a fechar os olhos como antes e esquecer tudo que vimos. Apaguemos de vez essa clareza de espírito. Se nos recusarmos a usá-la, ela deve desaparecer com o tempo. Com isso, a jogaremos no olvido junto com todo o resto. Façamos, Eva, com que nossa segunda decisão seja a última. Na primeira, eu te segui e demos ouvidos à serpente; eis que este é o momento de tu me seguires e ficarmos ao lado do Senhor Nosso Deus. A dádiva do fruto que nos trouxe infortúnio também nos mostra a alternativa para escaparmos dele. Argúcia e inteligência não nos convêm, nada mais que sofridos dilemas advirão deles. Como criaturas estúpidas, poderemos voltar a crer em Deus e ficaremos despreocupados em Seu regaço, livres de qualquer responsabilidade.
Eva se deixa convencer e capitula diante de Iaodabaoth para acompanhar Adão no desterro. Aceitam de bom grado o injustificado sentimento de culpa que o demiurgo lançou sobre eles. E obedecem cabisbaixos a ordem para que abandonem o éden e se confinem numa distante caverna nas terras ocidentais.
Nesta escura caverna, Eva gesta e dá luz a Caim (aquele que possui a si mesmo) e Luluva, as metades máscula e feminil do primeiro filho do homem, cuja fecundação se deu no meio do éden em pleno efeito do fruto do conhecimento. Já Abel (vaidade) e Aclia foram fecundados na clausura e no alheamento. Assim, no tempo das origens, o humano nascia, na aparência, com suas partes masculina e feminina separadas em irmãos gêmeos, destinados a se religarem no enlace sexual e recompor o hermafrodita primordial. Entretanto, isso jamais esteve nos planos de Iaodabaoth, pois a imagem humana dividida em dois sexos foi propositalmente concebida por ele, um premeditado arranjo para tornar o homem mais vulnerável ao seu aliciamento. Então, para impedir que a reunião se consumasse, convence Adão e Eva de que os casais deveriam ser prometidos trocados.
Caim e luluva crescem inconformados com a situação injusta a que seus pais estavam sujeitos. Chegaram cedo à convicção de que não precisavam, nem deveriam, adorar Iaodabaoth como deus único. Logo perceberam que era uma entidade insidiosa e com um hipertrofiado conceito de si mesmo, apenas preocupada em alimentar uma vaidade insana. Contrariando Adão e Eva, recusaram-se a louvá-lo, repudiaram seus caprichos, não aceitaram a condição de servos tementes, pois sabiam que ele dependia da anuência de suas vítimas para tocá-las. Mesmo com as imprecações ouvidas de seus genitores, viviam fora da caverna em peremptória e intencional ignorância às determinações do deus de seus pais. Mas não só deles, também seus irmãos Abel e Aclia se converteram em fiéis seguidores e condenavam o modo de vida que adotaram, que consistia em explorar as extensões dos campos ao redor, coletando vegetais e frutas, aprendendo os mecanismos da natureza. Despertaram suas mentes para o céu e o passar do tempo. Descobriram padrões e correlações, intuíram leis benéficas no crescimento dos vegetais, aprenderam técnicas de sobrevivência com os animais. E tudo isso os levou às artes e às ciências. Enquanto seus irmãos enveredaram por outros caminhos; confinaram os animais fora de seus habitats, cevando-os para abate, impondo-lhes ritmos de vida artificiais.
Os fragmentos em árabe deste texto que foram preservados apresentam pequenas discordâncias, em relação ao pergaminho astanfita, quanto à descrição de como foi efetuada a oferenda de Caim e Luluva. No códice, nem mesmo há oferenda, eles se recusam terminantemente em prestar qualquer homenagem àquele deus que tanto desprezavam. Nas versões em árabe até encetam a oblação, cedendo às suplicas dos pais, contudo o desfecho dado vai se modificando nitidamente em cada fragmento. Em exemplares mais tardios, a oferta é mínima, suficiente para não ofender um certo senso de desperdício que não conseguiram negligenciar; enquanto nos de datação mais remota, foram mais radicais e, desistindo na última hora, retiram tudo, ignorando peremptoriamente os apelos e admoestações dos pais e dos irmãos.
Não importa o quanto essa atitude foi minimizada nas versões árabes, a ira despertada em Iaodabaoth é irretocável. Não podendo atingi-los diretamente, nutre a vaidade de Abel e fomenta nele uma crescente desconfiança contra o irmão. E conduz a intriga num estilo que em muito antecipa o Iago no Othelo de Shakespeare:
– Abel, tu bem sabes que te amo tanto quanto a teus pais, que tuas oferendas me são agradáveis e as recebo com júbilo. Tu mereces toda minha deferência, mas teu irmão é o oposto de ti, rejeitou a verdade que te dei de bom grado e enfrenta a dúvida e a incerteza a cada dia. Ele não ouve as súplicas de teus pais e me odeia por puro orgulho, nada fiz contra ele para justificar essa má vontade e não retribuo o mesmo sentimento. Nunca neguei a ele o justo poder que permito a ti que exerças sobre a natureza, através dos animais que criei para te servir e aplacar tua fome. Mas não, por birra, ele prefere se sujeitar aos caprichos da natureza para se alimentar de vegetais ao invés de reinar sobre ela. Fiz-te forte e robusto por meio do que comes, enquanto ele ficou fraco e frágil devido ao seu alimento pobre; não é como um homem deveria ser; o vigor sanguíneo de teu rosto não se compara à tez pálida de teu irmão. A jovial beleza que possuis contrasta com a sobriedade pedante desse primogênito arredio. Talvez eu espere demais de quem é fruto do pecado de teus pais, que foi gerado na desobediência de minhas leis. Muito diferente és tu; filho do amor puro e casto, vieste à luz graças ao enlace que perante mim foi consagrado e comprometido. Bem-aventurado, então, foi teu nascimento e eu o abençoei e permaneci ao teu lado todos os dias de tua vida e jamais te abandonarei. Porém, teu irmão sempre se afastou de minha presença, seduzido por palavras evocativas e sibilinas repudiou minha guarda e proteção. Mesmo se impondo por arrogância, não pode esconder que seu desejo mais profundo é, na verdade, usufruir a intimidade que compartilhamos.
Lembre-se sempre, o segredo para se tornar um(a) vampiro(a) está em através de alguma magia prender sua alma em seu corpo para mantê-lo vivo. Na magia ritual não existe nada pre determinado você pode fazer como desejar entào aqui eu so vou listar os passos basicos cabe a você aprender sobre magia ritualista e preparar o ritual.
Primeira Parte:
Obviamente você deve ser preparar para esse ritual...
Ele é um pouco parecido com o ritual da Temple of the Vampire...
Em primeiro lugar você deve procurar em obras antigas saber um pouco mais sobre os espíritos que irá evocar... E você deve ter em mente que, o fato de você fazer uma evocação e o espírito chamado não aparecer, não quer dizer que ele não esteja lá...
Primeiramente marque um dia em que você achar melhor para fazer o ritual e até lá se prepare abstendo-se de sexo e carnes... por no mínimo uns três dias...
Segunda Parte:
No dia marcado, levante cedo e vá dar uma volta... pense bastante em sua decisão, a decisão de chamar um vampiro para te transformar... Pense bem, pois uma vez executado o ritual , não há mais volta... e um dia, mais cedo ou mais tarde... Você será totalmente transformado...
Mas, o que importa é que no dia marcado, num horário em que ninguém possa te atrapalhar, de preferência à meia-noite, vá a um lugar deserto... uma mata é o ideal...
Trace um círculo no chão com giz, você pode se utilizar de qualquer panteão para fazer o ritual, o mais importante são a sua vontade e o espírito a ser chamado...
De preferência, após completar o círculo, faça um ritual de banimento qualquer... como o Ritual menor do pentagrama ou o Rubi Estrela...
Terceira Parte:
Feito o círculo e o ritual de banimento, sente-se e concentre-se... e utilizando de uma fórmula que lhe agrade evoque o espírito... ordene que o mesmo apareça. Como eu disse antes, se ele não aparecer, não se preocupe... ele estará ao seu lado quando for chamado... procure senti-lo próximo a você...
Neste momento expresse o seu desejo em palavras claras e objetivas...
Fique um momento meditando sobre o seu pedido... e se achar que deve... faça um pequeno corte em sua mão... e ofereça ao espírito...
Encerre o ritual e dispense o espírito agradecendo por ele ter atendido ao seu chamado...
Já disse, você pode e deve encerrar o ritual da forma que mais lhe agrada... só estou dando aqui os passos básicos, pois quem fará o ritual na verdade é você...
Os nomes a serem chamados:
Esses são os nomes a serem chamados pelo evocador...
VASSAGO
ORNIAS
LILITH
ASTAROTH
Os nomes acima são só alguns dos demônios que também são vampiros, existem muitos outrso, mas cabe a você descobri-los e chamá-los...
Mas lembre-se, uma vez tendo realizado a evocação, coisas começarão a acontecer...
Talvez você seja surpreendido no meio da noite por pesadelos, aparições estranhas... Se coisas desse tipo ou outras coisas estranhas começarem a acontecer com você, como você se sentir sempre sendo observado, por exemplo... então significa que o espírito atendeu ao seu chamado e iniciou a transformação.
Você também pode tentar fixar um contato com um vampiro de verdade já transformado, para que ele mesmo o guie em seu despertar, e isso pode ser feita de várias maneiras.
Primeira Parte:
Obviamente você deve ser preparar para esse ritual...
Ele é um pouco parecido com o ritual da Temple of the Vampire...
Em primeiro lugar você deve procurar em obras antigas saber um pouco mais sobre os espíritos que irá evocar... E você deve ter em mente que, o fato de você fazer uma evocação e o espírito chamado não aparecer, não quer dizer que ele não esteja lá...
Primeiramente marque um dia em que você achar melhor para fazer o ritual e até lá se prepare abstendo-se de sexo e carnes... por no mínimo uns três dias...
Segunda Parte:
No dia marcado, levante cedo e vá dar uma volta... pense bastante em sua decisão, a decisão de chamar um vampiro para te transformar... Pense bem, pois uma vez executado o ritual , não há mais volta... e um dia, mais cedo ou mais tarde... Você será totalmente transformado...
Mas, o que importa é que no dia marcado, num horário em que ninguém possa te atrapalhar, de preferência à meia-noite, vá a um lugar deserto... uma mata é o ideal...
Trace um círculo no chão com giz, você pode se utilizar de qualquer panteão para fazer o ritual, o mais importante são a sua vontade e o espírito a ser chamado...
De preferência, após completar o círculo, faça um ritual de banimento qualquer... como o Ritual menor do pentagrama ou o Rubi Estrela...
Terceira Parte:
Feito o círculo e o ritual de banimento, sente-se e concentre-se... e utilizando de uma fórmula que lhe agrade evoque o espírito... ordene que o mesmo apareça. Como eu disse antes, se ele não aparecer, não se preocupe... ele estará ao seu lado quando for chamado... procure senti-lo próximo a você...
Neste momento expresse o seu desejo em palavras claras e objetivas...
Fique um momento meditando sobre o seu pedido... e se achar que deve... faça um pequeno corte em sua mão... e ofereça ao espírito...
Encerre o ritual e dispense o espírito agradecendo por ele ter atendido ao seu chamado...
Já disse, você pode e deve encerrar o ritual da forma que mais lhe agrada... só estou dando aqui os passos básicos, pois quem fará o ritual na verdade é você...
Os nomes a serem chamados:
Esses são os nomes a serem chamados pelo evocador...
VASSAGO
ORNIAS
LILITH
ASTAROTH
Os nomes acima são só alguns dos demônios que também são vampiros, existem muitos outrso, mas cabe a você descobri-los e chamá-los...
Mas lembre-se, uma vez tendo realizado a evocação, coisas começarão a acontecer...
Talvez você seja surpreendido no meio da noite por pesadelos, aparições estranhas... Se coisas desse tipo ou outras coisas estranhas começarem a acontecer com você, como você se sentir sempre sendo observado, por exemplo... então significa que o espírito atendeu ao seu chamado e iniciou a transformação.
Você também pode tentar fixar um contato com um vampiro de verdade já transformado, para que ele mesmo o guie em seu despertar, e isso pode ser feita de várias maneiras.
Afinal, vampiros existem? E se existem o que realmente são?
Como sobrevivem? São realmente imortais? O que realmente fazem? Quais são seus poderes? Quais são seus métodos e princípios? Muitas perguntas clamam por respostas para aqueles que começam a se aventurar nas sombrias moradas destes predadores sobrenaturais. Aqui você encontrará a resposta para muitas destas questões.
Não deixe que o tamanho desta pequena obra o engane. Apesar da leitura fácil e do modo amigável com que foi escrita aqui estão alguns dos conhecimentos mais profundos sobre a prática do vampirismo. Esta pequena obra que você está prestes a ler, não poderia ter um título mais claro e direto. Lições sobre Vampirismo, de Mr. Yoshi, é exatamente isso. Uma sucinta porém bastante completa aula sobre o mundo oculto do vampirismo.
ATO I Ardeth
interessantemente hoje encontrei um livro, chamado “Ardeth – The Made Vampire”.
Confesso que não li tudo, mas li boa parte, até chegar em uma parte que começou a conflitar com minha noção de realidade das coisas (mesmo porque não adianta, eu quero reinventar a roda!)
Primeiramente vamos ao termo trazido no livro, de o que significa Ardeth (não sei porque achei deveras interessante).
Michelle Belanger, a famosa! Quem já procurou sobre Vampirismo já deve ter se reparado vez ou outra com escritos seus, como o famoso Vampyre Codex.
Bom, confesso também que não li muito não sobre seus escritos, apesar de pelo pouco que entendi ela é praticamente considerada uma papa no assunto por muitos, tendo fundado a House Kheperu, uma casa de vampiros nos EUA, de material muito interessante diga-se por sinal.
Pois, bem vamos a tradução do conceito de Ardetha
Ardetha /are-death-a (é a morte)/: Vampiros que despertaram através de Vampirismo Simpático, sistema mágico, ou por rara ocorrência de alguma epifania ... Ardetah em alguns casos raros, é a habilidade de transformar outro sendo considerado um grande presente ou um raro ritual. Também conhecidos como “Vampiros Criados”
Chegamos no ponto que eu queria falar, antes de começar a divagar sobre o Vampirismo.
É a idéia atual e eminente, promovida por vários grupos, os quais entendem que ou você nasce Vampiro ou não.
Interessante a hipótese, e para verificarmos a sua possível certeza ou não teríamos que averiguar mais a fundo o que é o Vampirismo em si e a própria definição do que seria o Vampirismo.
Gostaria de fazer essa definição e conceituação um pouco mais a frente, dedicando um ensaio apenas para isso, porém uma breve explanação do que acredito ser o Vampirismo.
Vampirismo seria a tomada predatória de vitalidade de um ser vivo em prol do Vampiro.
Prefiro não confundir o Vampirismo com Parasitismo, apesar de haver uma linha tênue.
Parasitas são organismos que vivem em associação com outros aos quais retiram os meios para sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro.
Geralmente Parasitas são dependentes de seus hospedeiros. Ou seja, eles ligam-se ao hospedeiro sendo que passam a partir dali a extrair-lhe o necessário para sobreviver (o que poderíamos dizer porque não a vitalidade), o que acaba lentamente prejudicando o hospedeiro.
No parasitismo há uma ligação extremamente forte entre o parasita e o hospede, tanto que na maioria quando o hospede morre o parasita também vem a falecer.
Considero o Vampirismo uma forma “mais refinada” ou evoluída do Parasitismo.
No meu entender o Vampiro não está ligado apenas há um hospedeiro, podendo é claro se assim o quiser, ficar ligado a uma pessoa da qual extrai a maioria da vitalidade de que precisa.
Parasitas são estacionários, localizam a vítima, acomodam-se e ali ficam. Vampiros não, são Predadores. São como Lobos ou Leões, correm atrás de suas vítimas abatendo-as e retirando o que delas precisam, sem no entanto necessariamente matar suas vítimas.
Por isso chamo os atacados por Vampiros de vítimas ou Vampirizados e não de Hospedeiros.
Dito isso voltando a idéia de Vampirismo, é a tomada de vitalidade de um ser vivo em prol do Vampiro.
A idéia criada e disseminada na mente de quem inicialmente procura sobre o assunto é, que ou você é um Vampiro ou não, ou seja, ou nasce um Vampiro ou então nunca o será.
Ainda relatam algo que ditos grupos Vampiricos chama de “Awaken” ou Despertar. Seria um momento na vida do Vampiro nascido que este daria-se conta de sua condição, de suas potencialidades e fraquezas, o momento da descoberta de que ele é um Vampiro.
Basicamente seria isso. Eu, com todo respeito a comunidade de Vampiros nascidos, tenho uma visão um pouco diferente.
Voltando ao conceito de Vampirismo temos que Vampiro é alguém que toma a vitalidade de outro para si.
Então vamos as perguntas básicas, por que alguém faria isso?
As respostas básicas que surgem é por necessidade ou por que assim o deseja.
Por necessidades teríamos que o organismo do Vampiro necessita da vitalidade que retira de suas vítimas. Porém do mesmo modo suas vítimas precisam de vitalidade que retiram de seus alimentos.
Logo, um Vampiro teria que ser diferente de sua vítima (e por isso seria um Predador da mesma), por óbvio, ele não conseguiria obter vitalidade do mesmo modo que elas, visto que se assim o conseguisse, não seria diferente de sua vítima.
Assim, concordo com a idéia das Comunidades Vampíricas de que é possível existir Vampiros Nascidos.
Estes seriam seres que, por algum motivo, necessitam extrair a vitalidade de outros seres vivos, pois seu método de obtenção difere daqueles.
A maioria dos seres vivos obtém sua vitalidade através da alimentação. Você é o que você come já dizem por ai e na realidade parece ser isso mesmo.
A força que me move para pensar e escrever isso vem dos processos químicos além de outros que transformam o alimento que eu comi em Energia.
Há quem diga que obtemos também energia de outras fontes sem ser os alimentos, porém não vejo a priori como isso seria tão determinante quanto os alimentos.
Por exemplo a hipótese de que receberíamos energia do Sol por exemplo é até viável, ao pensarmos que alguns processos em nosso organismo são acionados através do contato com o sol, com a síntese de Vitamina D, logo, alguma influência outros elementos além da alimentação podem ter em nossa vitalidade.
Voltando a linha de raciocínio, o Vampiro por ser diferente dos demais seres vivos não conseguiria obter sua vitalidade através da alimentação como normalmente a conhecemos.
Nesse ponto é interessante observar que TODOS os nossos alimentos provém de outros seres vivos, ou seja, já foram vivos em alguma forma.
Seja a carne que você mastiga que já foi um boi, seja o pão que você come que já foi trigo, logo um ser vivo, ou mesmo o fermento que o fez crescer que veio de um processo bio-químico de fungos, que também são seres vivos.
Isso remete-nos a cadeia de alimentação. Um ser vivo alimenta-se de outro, um ser come a vida de outro ser.
Interessantemente pensando assim é necessário que um destes seres da cadeia alimentar não se alimente de outro ser vivo, uma vez que se assim o fizesse a cadeia seria infinita.
Não consigo pensar em outra coisa a não ser nas plantas. Ela retiram seus nutrientes do solo (coisas inanimadas) e do Sol. Novamente interessante o retorno da Energia provinda do Sol e logo de outras fontes sem ser os alimentos.
Ainda não tenho base para escrever mais sobre isso, porém futuramente pretendo analisar mais afinco tal questão, afinal se o Sol é capaz de “dar vida” e vitalidade há uma planta, talvez de alguma forma influa em nossa vitalidade também (o que me faz lembrar da “energia” que as vezes nos desperta num dia ensolarado ...)
Retornando a questão, Vampiros são seres que não conseguem obter vitalidade dos mesmos meio que os demais seres (logo o que os diferencia), razão pela qual necessitam fazer-se mão da tomada de vitalidade por outros meios, ou a Alimentação Vampírica.
Vampiros possuem outras formas de extrair a vitalidade que necessitam e como a maioria dos seres vivos a fazem por meio de outro ser vivo, ou seja, tomando-lhe a vida, ou parte dela.
Comumente no folclore e mitologia essa tomada de força e vitalidade se dá através da ingestão do Sangue.
Biologicamente pensando o Sangue é veículo responsável por transmitir os nutrientes e alimentar todas as células do corpo, seja com os componentes vindo da alimentação quanto com oxigênio.
Componentes vindo da alimentação ... logo nós vem a idéia de que, além das substâncias físicas que consumimos ao nos alimentarmos e que são transformadas em nossa pele, ossos e órgãos (afinal nada se cria tudo se transforma), percebemos que o sangue também deva transmitir a “vida” ou “força vital” que retiramos dos alimentos, ou seja, de outros seres vivos.
Em que pese essa breve discussão o Sangue parece ser um tema por demais interessante e prolongado para discutir neste ensaio, mesmo porque este perdeu-se uma vez que inevitavelmente me aprofundei aqui no que pense sobre o Vampirismo.
De algum modo os Vampiros então teriam outros meios de obter vitalidade dos outros seres vivos, diferentemente da alimentação como assim a conhecemos (ou seja comer, ingerir parte de um ser morto), mas sim ingeririam a vitalidade de um ser ainda em vida.
Isso traz uma questão interessante sobre a suposta imortalidade dos Vampiros.
Todos os seres vivos sem exceção alimentam-se de outros animais mortos. Ingerem em seus corpos partes ou pedaços do corpo do ser vivo que irá servir de alimento, o que de fato não aconteceria com o Vampiro.
Isso de fato me lembra as aranhas. Elas só gostam de alimentar-se de animais vivos, os quais ela tem que matar para comer. Porém invariavelmente elas matam o animal e o digerem.
Vampiros então poderiam ter a capacidade de obter a vitalidade através de um meio, não comendo ou ingerindo pedaços da vítima (o que de fato matéria a maioria dos seres vivos, ou ao menos o pedaço ingerido), mas conseguindo extrair diretamente da fonte a Vitalidade que necessitam.
Assim, alimentando-se diretamente da Vitalidade de seres vivos, eles estão de fato consumindo “pura vida” o que poderia os manter eternamente vivos.
Isso merece ser melhor elucidado. Pegamos o ser humano. Ele retira sua vitalidade dos alimentos. Ele para conseguir retirar a vitalidade de algum alimento precisa que este vá para o seu estomago onde acontece várias reações que pegam aquele pedaço do ser ingerido e transformam em nutrientes que irão ajudar na construção do corpo (células, etcs ...) e também retira a “vitalidade” roubando a energia daquele ser e repassando ao ser humano.
Pensemos que para conseguir ingerir algum ser vivo, o ser humano inevitavelmente acaba por mata-lo. Mesmo que coma algum anima vivo o próprio processo digestivo, iria com seus ácidos matar o animal para que assim se extraísse o que necessita para sobreviver.
Logo a vitalidade e nutrientes só são extraídos de seres vivos mortos, mesmo q brevemente mortos antes de acontecer a absorção necessária, porém invariavelmente mortos.
Mesmo comendo um pedaço de dedo humano por exemplo, outro ser humano, este dedo iria ser desligado da circulação de sangue que o mantinha vivo, fornecendo oxigênio e demais “coisas” necessárias para a vida, fora que o ácido digestivo do estomago iria destruir o dedo em milhões de pedaço, mesmo q este ficasse ainda vivo fora do corpo originário por algum período de tempo.
Poderíamos portanto dizer que o fato de a vítima morrer antes de ser ingerida, o que acontece com todo ser vivo, faz com que a “vitalidade” e “força vital” repassada não seja em sua forma pura, seria como se ela alimentasse as células e o organismo para continuar vivendo, porém sempre haveria uma perda, o que invariavelmente no decorrer de tantas perdas leva ao envelhecimento e posteriormente morte.
Pensando novamente sobre os seres vivos que mais vivem, vemos os vegetais. Eles extraem sua vitalidade de fontes “não vivas” o que de alguma forma parece ser mais “pura” que as das vivas, porém deve-se levar em consideração ao forma de seus organismos e o baixo consumo de energia dos mesmos.
Vampiros, portanto possuem uma forma de retirada de vitalidade em que a própria vitalidade não cessa a vida, ela continua em um fluxo perfeito, vindo do ser vivo para o vampiro, não perdendo-se nada sequer de energia, o que explicaria portanto a sua vida eterna.
Pensa-se, se este consegue retirar a vida direta de um ser vivo para si, esta continua pulsando em si como se nunca tivesse morrido, pura, limpa, sem déficits, sem perdas.
Falamos do sangue como a forma comumente conhecida através da qual os Vampiros mantem-se vivos, logo seria dali que eles retiraram a sua vitalidade.
Impossível não lembrar dos sacrifícios de sangue e vários rituais mágicos que utiliza-se sangue como fluído energizante, ou mesmo do mito de selar com sangue pactos.
O sangue possui profunda e poderosa carga de energia, vitalidade, nutrientes, enfim ... de vida, porém novamente ressalto que posteriormente irei ater-me ao assunto de analisar o sangue e suas propriedades.
Voltando a idéia inicial das comunidades vampíricas e da existência dos Vampiros Nascidos.
Como já dito, estes seriam seres que não conseguem obter vitalidade pelo modo de alimentação que conhecemos, necessitando de forma subsidiária ou absoluta de outro meio.
Subsdiária, pois teríamos que de fato talvez os Vampiros Nascidos consigam retirar parte da vitalidade que necessitam dos alimentos, como por exemplo os nutrientes para construir seus corpos, afinal a membrana de sua célula é constituída de vários elementos que tem que vim de algum lugar.
No entanto a “vida” ou “força vital” do mesmo talvez não seja eficazmente obtida por meio da alimentação, razão pela qual este possuí outro modo de obter a mesma.
Aqui entra meu primeiro adendo sobre o Vampirismo Psíquico ou Vampirismo Energético.
Primeiramente não vejo necessidade alguma de diferenciar Vampirismo Psíquico de Vampirismo Energético ou Vampirismo Astral, ao menos nesse momento.
Vampirismo Psíquico seria a tomada da vitalidade diretamente da fonte, da força universal e intangível, de uma “energia” não física que carrega a centelha de vida, vulga força-vital, chi, Ki, ou prana, por meio psíquicos, ou seja com a mente, ou psi (alma).
O mesmo seria o Vampirismo Energético, ou seja, Tomar a energia de outro ser vivo para si, sua vida, sua vitalidade.
E Vampirismo Astral por sua vez seria a tomada de força vital através do corpo astral, que a meu ver não passa de uma extensão da psique mente e uma forma de psiquismo, porém analisarei isso mais adiante.
Assim ao que parece, o Vampiro mitológico que suga sangue talvez exista, porém seu sistema orgânico teria que ser diferente de um ser humano, aliás muito diferente, uma vez que, mesmo um auto intitulado blood-vamp (vampiro que bebe sangue) tem necessidade de ingerir o sangue, que vai para seu estomago e é quebrado pelo seu ácido gastrico. Ao menos não conheço nenhum blood-vamp que não ingira alimentos ou necessite de tais, ou ao menos tenha ouvido falar, exceto nas lendas é claro.
Tenho uma suposta teoria de como poderia haver o Vampiro Mitológico, ou seja aquele que de fato só se alimenta de sangue e etcs, mas isso deve ser feito em uma hora mais apropriada, o importante é saber que, um Vampiro para retirar vitalidade do sangue de algum ser vivo teria que ter um organismo diferente de todos que conhecemos, o que até então não é constatado.
Além disso não é o ponto que quero tocar, porque pode de fato existir Vampiros assim (averiguarei tal hipótese em outro momento), porém aqui entra a questão do Ardeth.
Antes, os Vampiros Nascidos ao menos na forma humana ou em corpo humano, o consumismo puro e simples de sangue não lhe seria suficiente para dar-lhe imortalidade, seu organismo ainda funciona basicamente como de um ser humano no processo de digestão, logo o sangue em si é “morto” antes de ser aproveitado, algo como vitalidade residual.
Logo de fato o que ocorre é o Vampirismo Real, qual seja, a tomada da força vital, da força primitiva de vitalidade dos seres vivos, aquela energia intangível que move a vida.
Ela poderia acontecer pela ingestão do próprio sangue (mas que no seu organismo além dos benefícios de uma dose de vitalidade, não serviria par ao efeito imortalidade) ou então diretamente através de meios psíquicos pela manipulação de tal energia.
Por fim, Vampiros Nascidos são pessoas que alimentam-se diretamente da energia vital de outros seres vivos por meios psíquicos final das contas.
Mesmo na ingestão de sangue, como já explicado, esta por si só não bastaria para dar-lhe vitalidade extra, visto que se assim o fosse esse extrairia dos alimentos, uma vez que o processo pelo qual passará será o mesmo dos alimentos, logo de alguma forma mesmo inconsciente sua mente ou psi (alma) drenaria a energia (vida) ali contida por outros meios.
Dito isto, querendo ou não Vampiros Nascidos são Vampiros de Energia, ou seja, seres que de uma forma ou de outra obtém energia vital de outros seres vivos por meio de sua psique (mente/alma), seja nas variantes ingerindo sangue, diretamente sugando, sexualmente, dentre outros.
Tal razão explicaria o fato de Vampiros Nascidos apresentarem algum tipo de habilidade psíquica incomum aos não vampiros ou simples humanos normais. O fato de eles necessitarem de tal habilidade é vital a sua sobrevivência e se chegaram onde chegaram é porque seu organismo, sua psique (alma) estava utilizando tais habilidades.
Este adendo é importante para finalmente falar sobre o Ardeth.
Ardeth seriam Vampiros Criados ou seja, seres que naturalmente não nasceram com essa deficiência de alimentação, podendo suprir-se pelas vias normais.
Logo surge o Vampiro mencionado acima ... o Vampirismo ou seja tomada de força vital de um ser em prol do Vampiro pode surgir por duas razões, necessidade (vampiros nascidos) ou vontade (Ardeth).
Em que pese nada disso esteja escrito no Livro e a única coisa realmente interessante que tirei foi esse nomezinho (que não sei da onde tiraram, mas enfim, achei legal), e a idéia de que uma pessoa pode virar um Vampiro por meios sem ser nascer.
Conforme o próprio conceito o qual até parece viável, as formas seriam, algum tipo de Vampirismo Simpático, ou seja, adquirir por meio de contágio o Vampirismo.
Nesse caso a pessoa até então “normal” teria contato com um Vampiro e que por algum motivo, seja por um ataque ou outro qualquer, seu organismo mutaria e se tornaria igual ao do Vampiro, necessitando também de outros meios de obter vitalidade sem ser a alimentação normal apenas, logo despertando o novo Vampiro a necessidade de desenvolver habilidades psíquicas.
A outra seria através de um sistema de treinamento mágico. Isso mesmo, pensemos, se um Sistema Mágico visa desenvolver habilidades e capacidades supra-normais em seus usuários, vulgos Magos, logo seria possível aplicando tais princípios e usando um sistema criar habilidades similares aos dos Vampiros Nascidos.
No caso uma pessoa normal poderia obter as mesmas habilidades que um Vampiro Nascido, até mesmo sem a necessidade de ter aquele déficit em sua alimentação básica!
Para isso bastaria treinar tal habilidade, como simplesmente aprender a manipular energia, e posteriormente através dessa manipulação drenar a energia de outro ser para si, afinal, drenagem nada mais é do que um tipo de manipulação no sentido de transferir energia de um organismo para outro.
Portanto meus caros, Ardeth é uma possibilidade, você não precisa ter nascido Vampiro para se tornar um Vampiro.
Vampiro é aquele que pratica o Vampirismo, seja por necessidade ou vontade, estando o Ardeth neste último.
Ardeth é o Vampiro Criado, pois este desejou assumir esta condição por sua vontade, moldando-se, criando-se para que tal seja possível.
É uma espécie de construção, assim como atletas fazem para construir seus corpos, o Ardeth ou Vampiro Criado deve treinar-se, moldar-se para construir as qualidades Vampíricas que deseja.
Assim, o Vampiro Criado parece ter a vantagem de poder utilizar os poderes vampiricos sem a necessidade de ter nascido com esse “problema” de alimentação de vitalidade.
Denota-se que chamamos aqui de problema, porém trata-se nada mais, nada menos que uma forma diferenciada de obter vitalidade, não podendo em nada alguém julgar-lhe por isso, uma vez que nós necessitamos comer/ingerir seres vivos, matamos animais e vegetais para isso e ninguém nos culpa, nada mais trata-se do que questão de sobrevivência.
Obviamente um Ardeth teria, a priori, um caminho inicial mais árduo, visto que um Vampiro Nascido já teria tal habilidade, mesmo não sabendo, pois assim o mantém vivo, já um Ardeth teria que produzir, criar essa habilidade o que seria possível através de treinamento adequado e como todos alguns podem ter mais ou menos aptidão, mas no final com o devido esforço todos podem obter progressos.
Talvez não haja muitos Ronaldinhos, porém todos podem jogar bola ... e com dedicação muito bem ...
Por fim, é possível sim tornar-se um Vampiro caso não seja um Vampiro nascido ou tenha-se adquirido a condição de Vampiro por contágio (o que não sei como explicar até o momento, nem mesmo vi nenhum relato do gênero), ademais mesmo que buscasse-se a condição de Vampiro por contágio, teria-se que conseguir contato com um Vampiro e ter a sorte de isso ocorrer ou este ter a experiência necessária para que isso ocorra, o que parece inviável a propri, mesmo porque que interesse um Vampiro teria nisso?
Ao que parece há grupos aparentemente dedicados a isso como a Temple of Vampire, onde o “estado de Vampiro” ocorreria após a comunhão com os Deuses Não Mortos, que aparentemente nada mais são do que Vampiros Desencarnados que trocam auxilio em troca de energia.
Porém obviamente possível é tornar-se um Magista Vampiro, ou seja, um Mago que pratica as disciplinas mágicas ligadas ao Vampirismo.
Garanto que muitos ficaram curiosos sobre o livro. Não vou dizer que recomendo sua literatura, mas também não desrecomendo. Aqueles que puderem ter acesso ao livro, perder coisas é que não vão.
Porém não apreciei a adoção do sistema mágico deles com um enfoque muito “religioso” e doutrinário, fora a idéia de que para obter poderes Vampiricos necessitaria transformar-se em algo mais, porém de forma até mesmo nazista e preconceituosa.
Aliás isso é uma tendência das correntes Vampíricas, mas enfim ...
ATO II A Imortalidade
Antes de qualquer divagação me senti na obrigação de escrever algo que me surgiu em um insight enquanto tomava café, após escrever o ensaio anterior, uma teoria sobre a Imortalidade pelo Vampirismo.
Como já devem estar cansado de ler, todos seres vivos alimentam-se de outros seres vivos, no entanto alimentam-se de seres vivos “mortos”, mesmo que brevemente mortos segundos antes de ter seus nutrientes e vitalidade absorvidos.
É óbvio que é bem diferente obter-se vitalidade e força vital de um ser que morreu do que de um fluxo constante de força e vitalidade que permeia um ser vivo, ainda em vida.
A vitalidade de um ser vivo morto, seria algo como uma vitalidade residual, ao contrário de drenar a vitalidade de algo que ainda mantinha aquela algo vivo.
Esta parece ser a capacidade do Vampiro e o objetivo do Vampirismo, ou seja, de alguma forma conseguir drenar a força vital de um ser vivo ainda vivo.
Seria como se o Vampiro engana-se o próprio Universo, já que, este “burlaria as leis” ao fazer o fluxo que alimenta a vida de alguém, alimentar a sua, não havendo os problemas da perda estranha que sofre a energia vital após a morte de seu possuidor.
Agora pensemos, como poderia um Vampiro ser realmente imortal?
Como já dissemos ao menos os Vampiros Nascidos quanto aos Criados não existe essa possibilidade ... ao menos a princípio e em vida (neste tipo de vida).
Isto, pois, seus corpos ainda necessitam de nutrientes advindo dos alimentos, portanto a digestão é algo ainda necessário, uma vez que o corpo precisa de “material” para se reconstruir e etc.
Apesar de que pensando ao menos teoricamente, é plausível que a vitalidade roubada faça com que o processo de envelhecimento do Vampiro seja muito mais lento que o de um ser humano normal, uma vez que não há tanto aquele déficit da força vital pos mortem.
No entanto existe uma teoria que há tempos eu havia pensado.
Inicialmente ainda não parei pra analisar mais seriamente a questão do mundo astral, e etc ... porém a priori poderíamos dizer que a mente, ou psique/alma, fora do corpo físico seria chamado de corpo astral.
Deve-se lembrar que o corpo físico e mente via de regra imutável são extremamente ligados. Ou seja onde o corpo físico está a mente está.
Por exemplo quando estamos acordados nossa mente está interagindo diretamente com nosso corpo, nossa consciência, nossa psique está ligada aos nervos do nosso corpo, fazendo nos movimentar, dentre outras coisas.
Em algumas situações no entanto nossa psique pode expandir-se para além do corpo físico, parcial ou totalmente, realizando fenômenos como clarividência, projeção astral, etc.
Não sei ao certo o que ocorre quando morremos enfim, porém poderia dizer que um Vampiro devidamente experiente, que dominasse algumas técnicas, poderia colocar seu corpo em um estado de torpor praticamente permanente vivendo apenas com sua psique (corpo astral) para fora de seu corpo, alimentando-se da energia de outros seres vivos e mantendo-se assim eterno.
Seu corpo em um estado de torpor interessante não envelheceria, além disso a vitalidade que precisa para permanecer vivo ele retirara de suas vítimas, naquele ciclo já citado.
Outra forma, no entanto não estou certo disso, o Vampiro poderia quebrar a ligação entre sua psique e seu corpo (ou caso essa fosse quebrada) vivendo apenas no Astral.
Isso explicaria muitas características do Vampiro Mítico, como por exemplo a capacidade de virar nevoa e transformar-se, uma vez que a mente pode adaptar-se a qualquer forma que assim o desejar, podendo ou não interagir com o mundo físico, mas podendo sim causar impressões nas psiques de outras pessoas.
Enfim, no final são só teorias ...
ATO III Energia Vital
Energia Vital, Força Vital, KI, Chi, Prana, Energia da Vida, Lifeforce, milhões de nome foram dado a essa essência de vida, a vitalidade em si, a energia que faz os seres vivos se diferenciarem todas as outras coisas do univeros.
Mas como definir isso que recebeu tantos nomes, como conceituar tal extraordinária força?
Como já visto nos ensaios anteriores, todo ser vivo se alimenta de outro ser vivo e porque?
Por uma simples razão, pois necessitamos absorver Força Vital para sobrevivermos, precisamos nos alimentarmos da vida de outros seres vivos para sustentar a nossa.
Isso não trata-se de crueldade ou desumanidade, ou algo antinatural, afinal de contas isso já existia antes de você vir a nascer e provavelmente vai existir ainda depois que você se vá.
Não podemos chamar de antinatural algo que a própria natureza assim o fez, não podemos chamar algo de cruel, visto ser a realidade crua nua.
E esta realidade é simples, precisamos matar para viver. Precisamos alimentarmos da vida de outros seres vivos para manter a nossa, assim como aqueles mataram outros seres vivos para tomar-lhes a centelha de vida.
Como já dito, apenas alguns raros animais possuem a capacidade de alimentar-se da força vital emanada de outras fontes, como o sol, sendo o caso dos vegetais.
No entanto tal possibilidade não ocorre a nós humanos, assim como a maioria dos animais e seres diferentes do reino dos vegetais, necessitamos da força vital dos outros seres vivos para sobrevivermos.
Inicialmente é importante compreender o processo de alimentação em si, focado aqui no ser humano em si, mas que de normal geral vale para a maioria dos seres vivos.
Deve haver antes de mais nada a compreensão de que a alimentação envolve basicamente dois processos.
Um é biológico, químico e físico. Envolve a transformação da matéria física do alimento ingerido em outras substâncias que são igualmente usadas pelo corpo físico para lhe dar suporte.
Nada mais passa do que a digestão física, ou seja, a ingestão do alimento que vai para nosso sistema digestivo, é quebrada pelo ácido gástrico e diluída em suas formas primitivas, como carboidratos, açucares, vitaminas e outras substâncias que são usadas pelo corpo para manter o corpo.
Manter que falo é manter no sentido físico. Nosso corpo é feito de células e células são feito de determinados componentes. Nosso corpo é renovado constantemente, necessitando de “material para construção” dessas novas partes. Esse “material” vem dos alimentos, da quebra destes em partes menores que transformamos em cabelos, células, unhas, e assim por diante.
Não entrarei em mais delongas a este processo, pois é facilmente averiguável por qualquer um que já tenha passado pelo Ensino Médio ou ao menos tido algumas lições de biologia.
Passo agora a análise do segundo processo de alimentação, que no entanto passa por muito despercebido.
Este processo é a transferência da vitalidade, ou energia vital, do alimento em prol do alimentando.
Todos nós alimentamo-nos de seres vivos. A alimentação dá-se em dois estágios, em um pegamos o pedaço ingerido e transformamos em “matéria-prima” para nossos próprios corpos físicos. No outro estágio absorvemos a vida daquele ser vivo, absorvemos a centelha de vida que uma vez habitou seus corpos e lhe fez mover, para que nós próprios possamos nos mover.
Não é fácil a compreensão disto, no entanto acredito que de forma primitiva e suficiente para o inicio da prática e estudo do Vampirismo, o ora estudante tenha compreendido o que digo.
Embora soe repetitivo é preciso novamente citar, sempre nos alimentamos de seres vivos, pois a vida só é possível pela tomada de vida.
No entanto, já explicado, por algum motivo nosso sistema de alimentação possui uma ineficiência grave, precisamos matar o ser vivo para alimentarmos de sua vida.
Obviamente que conseqüência natural de tomarmos a vida de um ser vivo, ou vitalidade deste, é que este enfraqueça até o ponto de exaustão e morte, uma vez que não haveria força para mante-lo vivo.
No entanto não falo desse processo em si. Mas sim que a absorção de vitalidade ou energia vital que nós humanos experimentamos se dá de forma primitiva, se dá através da ingestão do alimento em si, o que resulta não na morte do que serviu de alimento, mas antes disso, o matamos.
Veja a morte do ser que é alimento, ocorre antes de alimentarmo-nos deste e não em decorrência da própria alimentação.
Este processo é falho, pois de alguma maneira as propriedades da energia vital se perdem em sua força maior quando alimentamo-nos de seres vivos que estão mortos, uma vez que nos alimentamos da “força vital residual” do mesmo.
E aí que reside um dos pilares do Vampirismo. Vampirismo envolve um processo de tomada de vitalidade com a vítima ainda viva, envolve drenar sua força vital de forma que não seja residual, mas em sua essência pura.
Burlamos o universo, fazendo com que aquela energia que move um ser, passe a nós, fazendo-a acreditar que ainda alimenta o mesmo ser, fazemos com que a força vital passe a nós sem ser perdida, sem ser cessada ou se transformar um forma residual e estagnada da qual resulta a morte.
Ela é transferida a nós pulsante e viva, passando a nos a mesma vida e vitalidade que transmitia ao corpo que habitava.
Assim o Vampiro não necessita necessariamente matar sua vítima para obter a sua vitalidade, embora isso possa fazer parte do processo.
O Vampirismo em si não envolve a morte ou destruição do ser vivo que serve da alimento, uma vez que isso é até visto como desagradável, já que esta fonte de alimento poderia servir de alimento posteriormente.
Já que o Vampirismo envolve drenar a força de vida de um ser, sem necessariamente mata-lo, o Vampiro pode transferir um determinado nível de vitalidade que não acarrete maiores danos a vítima.
Porém no entanto é necessário compreender, o Vampirismo sempre irá trazer algum prejuízo a vítima.
Isso é inevitável, uma vez que estaremos retirando parte da força e vitalidade dela, o que lhe causará enfraquecimento, fraco, moderado ou forte, dependendo do nível de drenagem.
Portanto o Vampirismo trata-se de um processo, através do qual, o Vampiro obtêm vitalidade de uma vítima para si, diretamente de sua fonte vital, igual ocorre com o processo de alimentação dos seres humanos, no entanto estes o fazem como uma das suas etapas de alimentação e ocorre da “energia vital residual” contida nos animais mortos que ingere.
Vampirismo é portanto uma forma evoluída de alimentação, um modo mais eficaz de obter vitalidade essencial para manutenção daquilo que chamamos de vida.
No entanto não se engane o novato Ardeth, pois ainda se faz necessária a alimentação pelas vias normais, uma vez que como já dito, nossos corpos físicos ainda são semelhantes aos dos humanos e portanto necessitam das mesmas “matérias-prima” que aqueles para se manter, matéria essa que nosso corpo físico só sabe obter de uma forma, a alimentação tradicional.
ATO IV A PSIQUE
Eu adoto a nomenclatura psique, embora assim como a sua co-irmã energia vital, esta possua muitos nomes, como alma, corpo astral, dentre outros.
Mas o que é a Psique. Tarefa ardilosa tentar explicar em poucas linhas o que seja tamanha grandiosa. Até mesmo porque eu próprio a cada dia que passa aprendo mais sobre o que é isto.
Poderíamos a grosso modo dizer que nossa Psique (alma) é aquilo que vulgarmente conhecemos por mente.
Tente definir o que é sua mente, você consegue? Algo realmente complicado, no entanto você sabe muito bem o que é.
Basicamente podemos dizer que a nossa psique (mente ou alma como preferirem) é o âmago do nosso ser, é nossa consciência, é nossa parte não física, mas presente.
Na maioria dos seres humanos e seres vivos existentes a existência da psique confunde-se com a existência de seus corpos físicos, visto haver uma correlação entre eles.
Psique é uma coisa, corpo físico é outra. São coisas diferentes, pois são feitos de matérias diferentes.
Há um velho ditado que diz que tudo no Universo é Energia. Se assim o for, podemos dizer que o corpo físico é uma energia que encontra-se em estado sólido e a psique algo que encontra-se em estado gasoso, muito mais sutil que o físico.
A psique e corpos são intimamente ligados, tanto que a maioria dos seres humanos confunde uma com a outra.
Isso deve-se ao fato de que na maioria dos humanos sua psique limita-se ao seu corpo físico.
Você deve se perguntar como assim?
Como explanado, para melhor compreender a psique imaginemos que o corpo físico é algo sólido e a alma algo gasoso.
O corpo físico por ser sólido possui as suas características, qual sejam, formas rígidas e bem definidas, pouco maleáveis e com certas características rígidas em sua própria natureza.
Ao contrário a psique é algo gasoso e como tal possui natureza volátil, adaptável, maleável, inconstante.
A Psique é onde reside nossa consciência, aquilo que sentimos, aquilo que somos.
Adaptável pela sua própria natureza ela o é, e tal adaptabilidade é realizada através da vontade.
Vontade nada mais é do que força de intenção, é projetarmos nossa consciência direcionando-a para algo, é mover nossa consciência para algo concreto.
Na maioria dos seres vivos psique e alma confunde-se por um simples fato. Não nota-se a diferença existente entre um e outro.
Pegue um humano ordinário. Este acorda, come, faz atividades físicas, dorme. E o ciclo repete-se, repete-se e repete-se.
Este ser humano não percebe que existe a realidade da alma e a realidade do corpo, pois para ele estas são uma só.
Quando acordado e realizando seus afazeres no mundo físico, a psique está no formato do corpo físico, ela toma sua forma, adaptando-se a ele e interagindo com ele.
Por isso dizemos que a psique é nossa consciência. Onde está a consciência de um ser humano comum? Em seu próprio corpo e nada mais.
Para ele seu corpo é a única coisa que existe, e por tal razão sua psique fica aprisionada na forma de seu corpo físico e no espaço que é ocupado por aquele.
Onde o corpo físico de um humano normal está, ali o está sua psique, sua alma.
Não compreendendo que tratam-se de coisas diferentes, e portanto movidas por impulsos diferentes, o ser humano ordinário não consegue separar corpo de psique, tornando um invariavelmente preso ao outro.
No entanto ambos possuem mecanismos diferentes. O corpo físico é movido através dos nervos, músculos, ossos, ligamentos e ects. Desnecessário novamente entrarmos para o campo da biológica, mas sabemos que conseguimos andar pois basicamente nossas pernas tem músculos que são acionados por nervos que são acionados pelo cérebro, que por usa vez são acionados por nossa vontade de andar.
O cérebro parece ser o canal de ligação entre a psique e nosso corpo físico. Como fomos criados e educados a viver percebendo apenas o mundo físico, nossa psique agrega-se a forma de nossos corpos físicos mantendo-se limitados a estes, pois não vêem necessidade de coisa diferente disto, pois não recebe estimulo para agir diferente.
O mesmo não acontece a psique de magistas e vampiros. Estes tem consciência de que sua psique é algo diferente de seu corpo físico e possui leis próprias.
Estes sabem que a psique não está confinada a forma adotada pelo corpo físico, visto ser maleável, nem tão pouco que esta não possa se mover fora do corpo físico ou ainda além destes.
É daí que surge tantos fenômenos conhecidos, como projeção astral, clarividência, clariaudiência, telecinese, dentre outros.
Por exemplo a projeção astral nada mais é do que a movimentação da psique fora do corpo físico.
Se nossa mente, ou nossa consciência está localizada na psique ou alma, poderíamos muito bem viajar com ela, sem necessidade do corpo físico.
Como já dito a matéria é demasiada complicada e profunda, o que pode gerar muitas dúvidas, mas a reflexão sobre isto ajuda a dirimir as mesmas.
Ressaltando novamente, psique/mente é uma coisa, corpo físico é outra.
É fácil perceber isso. Lembra-se da sensação quando sonhamos? Ou mesmo o ato de pensar. O ato de pensar é como se ouvíssemos uma voz em nossas cabeças, no entanto este som não é produzido por nenhuma coisa do ambiente físico, não afetando nossos ouvidos, pois é feita na psique e dentro de sua realidade, afetando, portanto somente a mesma.
Quantas vezes não temos a sensação de sermos mais largos que nossos corpos físicos, ou sentimos uma leveza estranha, nada mais é do que nossa psique ou corpo astral alargando-se para além do corpo físico.
Este processo ocorre através da vontade canalizada. Nossa psique é manifesta através de nossa consciência e nossa vontade.
Se quisermos termos controle sobre ela devemos faze-lo através da vontade direcionada.
É assim que surge os princípios da importância da visualização. O que é visualizar?
Podemos rusticamente dizer que visualizar nada mais é do que “imaginar” ou reproduzir algum sentido físico de forma mental.
Reproduzindo algo de forma mental, estamos nada mais nada menos do que impingindo tal impressão em nosso corpo astral, visto ser a mente sua matéria e a vontade ou consciência igualmente.
Portanto a forma mais fácil e usual de lidar com a psique é através da visualização, que nada mais são do que os sentidos da mente.
Estamos acostumados com apenas nossos sentidos físicos, ligados ao corpo físico e ao ambiente físico, como a audição que vem de coisas ao nosso redor, o gosto e olfato de algo, a visão de algo físico e o tato de coisas sólidas ou ligadas ao mundo físico.
No entanto a psique ou mente, possui sentidos igualmente válidos, no entanto mais sutis que aqueles.
Por isso a idéia de que visualizarmos é uma forma mais sutil ou leve de nossos sentidos físicos, pois é realmente o que se tratam.
A maioria de nós somos cegos, surdos, paraplégicos, sem sentido psiquicamente, esta é sem dúvida uma habilidade essencial para o desenvolvimento do futuro Vampiro e será alvo dos exercícios de desenvolvimento posteriores.
ATO V A Manipulação da Energia
Este é um artigo sobre Manipulação de Energia , após sua leitura conheça alguns produtos relacionados.
Após enfocar aquilo que considero como uma teoria básica que servirá como base e pilar teórico para o novato Vampiro, vamos para mais um tópico essencial para o entendimento do Vampirismo e também para compreensão das muitas habilidade e poderes mágicos dos Vampiros, tal compreensão tem haver com a Manipulação de Energia.
Manipular Energia como o nome mesmo diz é utilizar a energia da forma que desejarmos, manipula-la no molde que assim o quisermos.
Existem vários tipos de energia no mundo. Energia Elétrica, Energia Mecânica, Energia Magnética, etcs e etcs.
Não vamos aternos a estes tipos de energia, embora importantes não fazem respeito ao nosso estudo.
Já tratamos aqui de forma básica daquilo que chamamos de Energia Vital, ou a Energia da Vida, dedicando um capitulo inteiro à ela.
Antes de mais nada é importante frisar, que algumas escolas e entendimentos fazem uma diferenciação daquilo que iremos tratar.
Algumas dizem que a Energia Vital é diferente do que chamam de Energia Psy.
Energia Psy, ou energia psíonica, seria energia gerada pela mente (psique), por nossos pensamentos e emoções.
Ao pensarmos algo estaríamos gerando Energia Psy. A força de tal energia dependeria da força de tal pensamento, o que envolve concentração, tempo de duração etcs.
Diferem da Energia Vital, pois esta serviria apenas como Energia da Vida, ou seja alimentam o ser com Vida e Vitalidade, sendo algo puro, diferente do que são os pensamentos e emoções.
Deixo a critério do aluno adotar ou não a separação que acima fazem.
No meu entendimento até então, ambos podem até não ser a mesma coisa, no entanto não há necessidade de divagações para separa-los, pois um invariavelmente provoca efeitos no outro.
Ao pensarmos ou sentirmos estando dando vida a sentimentos e pensamentos, estamos inevitavelmente dando força a algo psíquico, o que de fato consome algum tipo de vitalidade de nós.
Tanto que quanto mais atenção, ou quanto mais de nossas vida gastamos pensando em algo (ou seja quanto mais gastamos de nossa vitalidade para trazer algo a nossa psique), mais forte essa coisa parece ser.
Além disso a uma correlação importante, ao manipular energia você sentirá de fato um esgotamento, uma espécie de exaustão.
Você estará gastando Energia Vital, estará se sentindo cansado como se tivesse praticado um exercício físico (claro dependerá do nível de empreendimento assim como naquele).
Então não vejo necessidade de separar uma da outra, podendo ou não serem coisas diferentes, mas sendo seus efeitos correlatos. Porém caso ache necessário o aluno diferir uma da outra, sinta-se a vontade.
Bom dito isto, vamos a explanação do que é Manipulação de Energia em si.
Falamos sobre a Psique e que está é composta de um material mais refinado do físico, algo como um “estado gasoso” em comparação ao “estado sólido” do mundo físico.
A psique ou mundo da mente é feito de impressões, de sentidos assim como o mundo físico.
Não se engane o mundo físico só é o que é pelo que você vê, sente, cheira, ouve.
Ele nada mais é pra você do que o reflexo dos seus sentidos. Por isso que o mundo físico para um cego não passa de tato, audição, chero e gosto.
Para ele não há a “cor preta do monitor” ou “o carro vermelho”, embora o carro esteja lá e seja vermelho. Para ele o mundo físico é diferente do que é para você, tendo ele impressões auditivas muito superiores as suas, ouvindo sons e sonoridades que talvez você nem perceba.
Portanto é importante saber, o que achamos que é real nada mais é do que a interação de nosso sentidos com o meio.
A realidade é reflexo dos nossos sentidos. Tanto no físico como no psíquico.
Assim sendo, e sabendo o que foi dito, a manipulação de energia nada mais é do que a utilização dos sentidos da psique para manipular as energias sutis da mesma.
Assim como no físico se quisermos dar forma a algo temos que mexer nossos músculos, como no moldar uma bola de argila, no psíquico para manipularmos suas energias temos que utilizar os modos da psique, qual seja, vontade e visualização.
Visualização pois como foi dito são os sentidos da mente e os sentidos são um reflexo da realidade.
Se você poder sentir algo gelado, este frio para você é real, apesar de não poder ser para com outras pessoas. O importante é que é real para si e que produz efeitos para si.
O mesmo podemos dizer da manipulação de energia.
Manipular Energia é moldar a sua vontade, canaliza-la através de vontade e imaginação para que esta energia realize o que você deseje.
Quando você “perde seu tempo pensando em algo” você intimamente perde parte de sua energia para aquele algo. É uma quantia ínfima que não fará diferença nenhuma, mas você doa uma parcela ínfima da sua vida para dar uma existência ínfima a algo.
Lembram-se ... é necessário vida para gerar vida? É necessário se alimentar de vida para que possa haver vida? É a verdade do universo e assim o é com tudo.
Manipulação de energia é portanto a canalização da vontade para aquilo que se deseja.
Mas como isso acontece?
Daremos um exemplo básico e explicaremos o mesmo para dar uma visão geral do processo.
Uma prática muito comum de manipulação de energia é a criação do que comumente se apelidou de Psy-Balls, ou esferas de energia.
Uma pessoa concentra sua imaginação e vontade em transferir parte de sua energia para uma esfera, retirando energia do seu corpo e formando uma pequena esfera.
Ela faz isso até que a esfera fique o tão tangível quanto ela desejar.
Após isso ela pode impingir uma idéia a ela. Ela concentra-se na esfera criada que será para ela naquele momento tão real quanto um objeto tocado pelo corpo físico para sua psique e aos poucos vai fazendo ganhar as características que deseja que esta tenha.
No exemplo podemos dizer que a pessoa deseja que a esfera seja fria. Então começa a visualizar e sentir lentamente a esfera esfriando e congelando, tornando-se muito fria.
Ela sente isso, isso é real para ela e para sua psique. Fim do exercício da pessoa.
O que aconteceu ali?
A pessoa utilizou sua imaginação (ou seja seus sentidos da mente) para concentrar-se e dar vida a uma esfera de energia.
Quanto mais concentração ela impingia na esfera, mais real ela se tornava.
Ela alimentou a esfera com parte de sua vitalidade, dando-lhe literalmente “vida”, trazendo-a ao mundo da realidade.
Ela sabendo que a psique e seu mundo é maleável moldou parte de sua energia com sua mente na forma de esfera e a qualificou para que fosse fria.
E isso foi possível, pois essa é a realidade da mente e ela sabia disso.
Basicamente manipulação de energia é isso. Mas ai você se pergunta, mas para que eu vou querer uma esfera de energia gelada?
Pelos efeitos que ela possa produzir é claro. Você já se deu conta que mesmo cada pensamento seu produz uma reação em seu corpo ou ao seu redor.
Seja pelas correntes afirmativas do mundo da auto-ajuda, seja por ler aquele poema que “mexeu com seus sentidos” e te fez sentir-se mais alegre, a energia está ai e interage e interfere em tudo.
Você pode usa-la para qualquer intenção só sendo limitado pela sua própria criatividade.
Usando exemplos meus, certa vez enviei uma esfera de energia com a “programação” de que deixa-se meu alvo com dor de cabeça.
Foi uma espécie de teste, da época que ainda brincava e engatinhava na manipulação de energia.
Tal pessoa relatou-me posteriormente que umas quatro horas depois de eu ter enviado-lhe a energia (ela não soube que lhe enviei, mas perguntei porque horas começou-lhe a dor de cabeça), ele disse que iniciou-se uma dor de cabeça horrível, que ia aumentando cada vez mais, diferente das dores de cabeça que já tinha tido e durou a noite inteira, mal conseguido dormir.
Ainda relatou que tomou remédios, mas a dor não passava.
Esta ai um exemplo do que a manipulação de energia pode fazer por você, nada menos que lhe dar o controle do seu universo ... afinal não passa tudo de energia?
ATO VI Mecanismos
Após a leitura dos ensaios anteriores, o novato Vampiro já deve ter compreendido muito do considero como “teoria básica” para entender como o Vampirismo de fato funciona, ou melhor, compreender os mecanismos que estão por trás de tão obscura arte.
Vamos passar agora a uma análise ainda teórica do que envolve a prática do Vampirismo e o desenvolvimento dos poderes relacionados ao Vampiro.
Como já dito, existe a condição de Vampirismo, ou seja, aquela advinda com a nascença em que o organismo não consegue através da alimentação costumeira obter toda a vitalidade que necessita, tendo tal organismo a capacidade de obter energia vital de outros meios, os mais comuns através do psiquismo.
Existe ainda aqueles que decidem por torna-se Vampiros, ou seja, por vontade e não por necessidade, desejam praticar o Vampirismo, a arte da tomada de energia vital de outras pessoas para seus mais variados fins.
Tendo entendido o que é a Energia Vital, noções básicas de como funciona nossa psique e o que basicamente é o Vampirismo, vamos compreende-lo agora sob tal ponto de vista teórico o porque alguém desejaria praticar Vampirismo por vontade e não necessidade, o que está por trás do Vampirismo e também de forma breve sobre o desenvolvimento dos poderes do Vampiro Tradicional.
Vampirismo é a tomada de energia vital de um ser em prol do Vampiro, básico e o aluno já sabe disso.
Já tendo lido os ensaios anteriores (que é de vital importância para entender o que segue), o novato já deve ter entendido portanto que o Vampirismo nada mais é do que uma das disciplinas ligadas a Manipulação de Energia, é um modo de manipular a energia.
Portanto Vampirismo nada mais passa que um tipo refinado de Manipulação de Energia para um fim próprio.
Logo é claro que para o novato possa desenvolver o Vampirismo, ou seja a capacidade de drenar a energia vital de outras pessoas, este tem que aprender antes de mais nada a manipular energia.
Manipular Energia não vai lhe trazer apenas o benefício do Vampirismo, mas também lhe abrirá as portas para todo um leque de habilidades e poderes oriundos de tal prática, como a manipulação de pessoas e sentimentos, telepatia, empatia, dentre outros.
Aqui alertamos que o novato deve ter calma, pois gradualmente iremos junto com o leitor desenvolvendo tais habilidades, dando sua explicação teórica e práticas que irão auxilia-lo a controlar tal poder.
Manipulação de Energia, ao menos da Energia Vital, que é a que nos interessa se dá através do uso da Psique (já analisada em capítulos anteriores), ou seja pela canalização da vontade através da visualização (ou através dos sentidos da alma).
Portanto, aprender a manipular energia envolve também entender os processos da psique e desenvolver seu potencial latente, ou seja, despertar seus sentidos, inabilitados na maioria dos humanos, para que assim possamos usar os poderes oriundos da psique e manipularmos energia.
Despertando nossas capacidades psíquicas e aprendendo a manipularmos energia temos um maravilhoso mundo novo.
Vampirismo é manipular a energia vital do outro para que venha até nós, é efetuar a drenagem ou alimentação dos Vampiros.
Do mesmo modo podemos enviar energia a outros, para ceder-lhes vitalidade e força, ou ajudar em processos curativos (ou usa-los em nós mesmos).
Podemos ainda usar a energia para criar “efeitos” como o já narrado da dor de cabeça. Podemos enviar energia com “comandos” para que nossa vontade ganhe a vida nela contida e ocorra de fato.
O centro portanto de nosso desenvolvimento envolve a evolução constante de nossos sentidos astrais (psíquicos), bem como na manipulação de energia.
Acredito que com a bagagem teórica aprendida ao longo dessas páginas, estamos aptos a começar a prática em si.
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