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O ateísmo pode ser observado em suas mais variadas diferenciações.
Ao falar sobre o ateísmo, muitos tendem a simplificar tal ideia ao mero conjunto de pessoas que negam a existência de um ou vários deuses. Contudo, o desenrolar dessa questão está cercado de âmbitos mais complexos marcados pela postura e os pressupostos que definem as diferenças entre cada um dos descrentes. Dessa forma, podemos apontar que o ateísmo se desdobra em formas múltiplas de se reconhecer e agir em um mundo desprovido de deuses.
Para alguns ateus, a inexistência das divindades não se limita ao mero espectro de se colocar presença dessas em dúvida. Além de não acreditarem em Deus, muitos ateus defendem que seja possível – por meio de argumentos racionalmente constituídos – comprovar a ideia de que os deuses e sua realidade espiritual não sustentam a criação do mundo em que vivemos. Dessa forma, os integrantes do chamado “ateísmo forte” abraçam o desenvolvimento de um diálogo avesso à existência divina.
Em contrapartida, existem alguns ateus que encaram o ponto da insistência divina como uma opção de âmbito pessoal. Ao invés de se lançarem ao extenso simpósio vinculado ao tema, os representantes do “ateísmo fraco” limitam o abandono às divindades enquanto postura calcada em opções próprias. Sendo assim, estes ateus não se dispõem a participar ativamente do entrave existente entre os partidários da presença de Deus no mundo e os já citados ateus fortes.
Considerados por muitos como um desdobramento do ateísmo fraco, ainda podemos falar sobre a existência dos agnósticos. Os partidários dessa concepção preferem não se comprometer em uma posição rígida sobre o assunto. Para estes, não existem argumentos suficientemente maduros para que a inexistência de Deus seja terminantemente comprovada. Da mesma forma, não se convencem definitivamente que seres espirituais regem o processo existencial mundano.
Ao observar tantas modalidades do pensamento ateu, podemos ver que a questão pode girar em torno das mais variadas nuances. Ser ateu não implica necessariamente em atacar ou desprezar os demais indivíduos que se apegam à presença divina. De tal forma, observamos que assim como as formas de ver a interferência de Deus no mundo variam entre as diferentes religiões, a forma de se encarar a ausência divina também está cercada por um rico corolário de concepções e posturas.
Para alguns ateus, a inexistência das divindades não se limita ao mero espectro de se colocar presença dessas em dúvida. Além de não acreditarem em Deus, muitos ateus defendem que seja possível – por meio de argumentos racionalmente constituídos – comprovar a ideia de que os deuses e sua realidade espiritual não sustentam a criação do mundo em que vivemos. Dessa forma, os integrantes do chamado “ateísmo forte” abraçam o desenvolvimento de um diálogo avesso à existência divina.
Em contrapartida, existem alguns ateus que encaram o ponto da insistência divina como uma opção de âmbito pessoal. Ao invés de se lançarem ao extenso simpósio vinculado ao tema, os representantes do “ateísmo fraco” limitam o abandono às divindades enquanto postura calcada em opções próprias. Sendo assim, estes ateus não se dispõem a participar ativamente do entrave existente entre os partidários da presença de Deus no mundo e os já citados ateus fortes.
Considerados por muitos como um desdobramento do ateísmo fraco, ainda podemos falar sobre a existência dos agnósticos. Os partidários dessa concepção preferem não se comprometer em uma posição rígida sobre o assunto. Para estes, não existem argumentos suficientemente maduros para que a inexistência de Deus seja terminantemente comprovada. Da mesma forma, não se convencem definitivamente que seres espirituais regem o processo existencial mundano.
Ao observar tantas modalidades do pensamento ateu, podemos ver que a questão pode girar em torno das mais variadas nuances. Ser ateu não implica necessariamente em atacar ou desprezar os demais indivíduos que se apegam à presença divina. De tal forma, observamos que assim como as formas de ver a interferência de Deus no mundo variam entre as diferentes religiões, a forma de se encarar a ausência divina também está cercada por um rico corolário de concepções e posturas.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
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A troca entre as crenças foi corrente no desenvolvimento da cultura religiosa brasileira.
Durante o processo de colonização do Brasil, notamos que a utilização dos africanos como mão de obra escrava estabeleceu um amplo leque de novidades em nosso cenário religioso. Ao chegarem aqui, os escravos de várias regiões da África traziam consigo várias crenças que se modificaram no espaço colonial. De forma geral, o contato entre nações africanas diferentes empreendeu a troca e a difusão de um grande número de divindades.
Mediante essa situação, a Igreja Católica se colocava em um delicado dilema ao representar a religião oficial do espaço colonial. Em algumas situações, os clérigos tentavam reprimir as manifestações religiosas dos escravos e lhes impor o paradigma cristão. Em outras situações, preferiam fazer vista grossa aos cantos, batuques, danças e rezas ocorridas nas senzalas. Diversas vezes, os negros organizavam propositalmente suas manifestações em dias-santos ou durante outras festividades católicas.
Do ponto de vista dos representantes da elite colonial, a liberação das crenças religiosas africanas era interpretada positivamente. Ao manterem suas tradições religiosas, muitas nações africanas alimentavam as antigas rivalidades contra outros grupos de negros atingidos pela escravidão. Com a preservação desta hostilidade, a organização de fugas e levantes nas fazendas poderia diminuir sensivelmente.Aparentemente, a participação dos negros nas manifestações de origem católica poderia representar a conversão religiosa dessas populações e a perda de sua identidade. Contudo, muitos escravos, mesmo se reconhecendo como cristãos, não abandonaram a fé nos orixás, voduns e inquices oriundos de sua terra natal. Ao longo do tempo, a coexistência das crendices abriu campo para que novas experiências religiosas – dotadas de elementos africanos, cristãos e indígenas – fossem estruturadas no Brasil.
É a partir dessa situação que podemos compreender porque vários santos católicos equivalem a determinadas divindades de origem africana. Além disso, podemos compreender como vários dos deuses africanos percorrem religiões distintas. Na atualidade, não é muito difícil conhecer alguém que professe uma determinada religião, mas que se simpatize ou também frequente outras.
Dessa forma, observamos que o desenvolvimento da cultura religiosa brasileira foi evidentemente marcado por uma série de negociações, trocas e incorporações. Nesse sentido, ao mesmo tempo em que podemos ver a presença de equivalências e proximidades entre os cultos africanos e as outras religiões estabelecidas no Brasil, também temos uma série de particularidades que definem várias diferenças. Por fim, o sincretismo religioso acabou articulando uma experiência cultural própria.
Não cabe dizer que o contato entre elas acabou designando um processo de aviltamento de religiões que aqui apareceram. Tanto do ponto de vista religioso, quanto em outros aspectos da nossa vida cotidiana, é possível observar que o diálogo entre os saberes abre espaço para diversas inovações. Por esta razão, é impossível acreditar que qualquer religião teria sido injustamente aviltada ou corrompida.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Quando se afirma que algo ou alguém tem um grande segredo, logo surgem as lendas, supertições e boatos. Assim ocorre com os segredos do Vaticano e do Governo Americano com relação aos OVNIs. Embora os segredos possam realmente existir, talvez eles não sejam tão interessantes quanto o público espera que eles sejam. Assim ocorre com os segredos da Maçonaria.
Tirando as decisões políticas que são tomadas em momentos críticos da História de determinadas nações, como ocorreu, por exemplo, no Brasil, na época da Inconfidência Mineira, restam os considerados "Altos Segredos", que normalmente se resumem em ritos, dogmas e mistérios tirados do judaísmo e do paganismo babilônico e egípcio, de forma bem semelhante às crenças de sociedades espiritualistas. Alguns dizem que o maior segredo do qual o neófito toma conhecimento ao ingressar na Maçonaria é o fato de que a Maçonaria não tem segredos tão incríveis ou surpreendentes quanto se diz.
Muitos maçons afirmam até mesmo que a Maçonaria não é uma sociedade secreta e sim apenas uma sociedade discreta, havendo grande diferença entre estes dois conceitos, porém, apesar desta afirmação se adequar perfeitamente às coisas ligadas à Maçonaria, ela é desmentida pelo Juramento iniciático da maçonaria, que diz:
No primeiro grau da maçonaria o candidato admite que é profano, que está em trevas em busca de luz, pois a maçonaria afirma que todos os que não são maçons estão em trevas.
Loja Azul ou Graus Simbólicos
1. Aprendiz
2. Companheiro
3. Mestre
Graus Capitulares
4. Mestre Secreto
5. Mestre Perfeito
6. Secretário Íntimo
7. Chefe e Juiz
8. Superintendente do Edifício
9. Mestre Eleito dos Nove
10. Ilustre Eleito dos Quinze
11. Sublime Mestre Eleito
12. Grande Mestre Arquiteto
13. Mestre do Arco Real de Salomão
14. Grande Eleito Maçom
15. Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16. Príncipe de Jerusalém
17. Cavaleiro do Leste e Oeste
18. Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz
20. Grande Ad-Vitam
21. Patriarca Noachita ou Prussiano
22. Cavaleiro do Machado Real (Príncipe do Líbano)
23. Chefe do Tabernáculo
24. Príncipe do Tabernáculo
25. Cavaleiro da Serpente de Bronze
26. Príncipe da Misericórdia
27. Comandante do Templo
28. Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29. Cavaleiro de Santo André
30. Cavaleiro Cadosh
32. Mestre do Segredo Real
33. Grande Soberano - Inspetor Geral
Tirando as decisões políticas que são tomadas em momentos críticos da História de determinadas nações, como ocorreu, por exemplo, no Brasil, na época da Inconfidência Mineira, restam os considerados "Altos Segredos", que normalmente se resumem em ritos, dogmas e mistérios tirados do judaísmo e do paganismo babilônico e egípcio, de forma bem semelhante às crenças de sociedades espiritualistas. Alguns dizem que o maior segredo do qual o neófito toma conhecimento ao ingressar na Maçonaria é o fato de que a Maçonaria não tem segredos tão incríveis ou surpreendentes quanto se diz.
Muitos maçons afirmam até mesmo que a Maçonaria não é uma sociedade secreta e sim apenas uma sociedade discreta, havendo grande diferença entre estes dois conceitos, porém, apesar desta afirmação se adequar perfeitamente às coisas ligadas à Maçonaria, ela é desmentida pelo Juramento iniciático da maçonaria, que diz:
"Eu (cita o seu nome), juro e prometo, de minha livre vontade e por minha honra e pela minha fé, em presença do Grande Arquiteto do Universo e perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar qualquer dos mistérios da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um legítimo irmão ou em loja regularmente constituída; nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los. Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrilégio para com Deus e desonrado para os homens, Amém"(Ritual do Simbolismo Aprendiz Maçom, 2ª edição - Rito Escocês Antigo e Aceito, julho de 1979, pp. 51,54).
No primeiro grau da maçonaria o candidato admite que é profano, que está em trevas em busca de luz, pois a maçonaria afirma que todos os que não são maçons estão em trevas.
A Estrutura da Maçonaria
A Maçonaria é organizada em ritos, sendo estes divididos em graus. O rito escocês tem 33 graus, sendo que o grau 33 é honorário. Os 33 graus do rito escocês equivalem aos 10 graus do rito York. Os graus 1 a 3 são os mesmos nos dois ritos aqui mencionados e são chamados de graus da Loja Azul, pois são comuns a qualquer rito maçônico. Ao atingir o grau 3, o maçom tem que escolher entre estes dois ritos, se pretender subir na escala hierárquica. Apenas após passar pelos três primeiros graus é que o aprendiz é considerado maçom.Graus do Rito Escocês:
Loja Azul ou Graus Simbólicos
1. Aprendiz2. Companheiro
3. Mestre
Graus Capitulares
4. Mestre Secreto5. Mestre Perfeito
6. Secretário Íntimo
7. Chefe e Juiz
8. Superintendente do Edifício
9. Mestre Eleito dos Nove
10. Ilustre Eleito dos Quinze
11. Sublime Mestre Eleito
12. Grande Mestre Arquiteto
13. Mestre do Arco Real de Salomão
14. Grande Eleito Maçom
15. Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16. Príncipe de Jerusalém
17. Cavaleiro do Leste e Oeste
18. Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz
Graus Filosóficos
19. Grande Pontífice20. Grande Ad-Vitam
21. Patriarca Noachita ou Prussiano
22. Cavaleiro do Machado Real (Príncipe do Líbano)
23. Chefe do Tabernáculo
24. Príncipe do Tabernáculo
25. Cavaleiro da Serpente de Bronze
26. Príncipe da Misericórdia
27. Comandante do Templo
28. Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29. Cavaleiro de Santo André
30. Cavaleiro Cadosh
Graus Superiores
31. Inspetor Inquisidor32. Mestre do Segredo Real
33. Grande Soberano - Inspetor Geral
Mais uma vez nos deparamos com denúncias envolvendo padres supostamente envolvidos com pedofilia. O nome de Júlio Lancelotti pode ser encontrado dia sim outro também em jornais, revistas, internet, no rádio, na TV; ora sendo acusado ora sendo defendido.
Dentre os padres que não respeitam o celibato (entre 40% e 65%), uma ínfima parte é praticante de pedofilia no termo mais comum associado a estes casos; o que sempre mostrou que a batina jamais foi um problema pois a maioria opta pelo heterossexualismo. Opta ? Então vamos ver:
Em abril de 2002, em Ohio, Estados Unidos, um padre foi encontrado morto com um tiro na cabeça dentro do próprio carro. Don Rooney então com 48 anos, cometeu suicídio e deixou um bilhete que teve seu conteúdo não revelado para o público.
Meses antes de sua morte, Rooney vinha sendo investigado por acusações de supostas vítimas, entre elas, um menino de 13 anos chamado Richard Carson, coroinha na paróquia onde atendia o padre Rooney. Ninguém jamais se deu ao trabalho de perguntar a razão pela qual em um dos depoimentos, Carson teria feito menção a uma estranha prática do padre Rooney:
"Ele pedia para que eu me despisse depois de me dar vinho. Quando eu ficava zonzo ele começava a me molestar. Então trazia um cálice com mais vinho e que continha um cheiro muito forte de ervas; então ele me masturbava até que eu ejaculasse dentro daquele líquido. Uma vez ele me esbofeteou porquê eu não tinha esperma o suficiente. Quando questionado sobre o que ocorria depois, Carson diz não se lembrar de nada, exceto de que isso ocorria sempre após as missas noturnas dominicais".
Não se sabe por qual razão, os depoimentos da mãe e do padrasto de Richard Carson não foram levados em consideração; quando Rooney recebeu uma intimação judicial para se apresentar no tribunal dia 11 de Maio de 2002. Aos próximos, Rooney parecia deprimido e apavorado, mas não em relação as acusações e suspeitas de que era alvo e sim, pela proibição do prelado regional de que nunca mais voltasse a realizar missas negras na paróquia. Esse parecia ser o conteúdo do bilhete que jamais foi revelado para o público. O caso como sempre acontece, foi tratado como lenda e que na verdade, os crimes dos padres tinham e têm a ver unicamente com o celibato.
Chegamos então, ao ponto crucial da história que parece ter sido enterrado pelo tempo e pela descrença; como pura fantasia ou mera objeção de demonólogos nos processos de perseguição ao catolicismo. Em 1580, o respeitabilíssimo Jean Bodin publica um grosso volume intitulado Demonomania dos Feiticeiros. O livro é uma magistral coletânea de material retido pela Igreja Católica durante os tribunais da Inquisição. Nele Jean Bodin, como católico, não apenas desmascara o sacerdócio; padres, bispos, madres superiores e freiras em suas mais variadas práticas de feitiçaria no interior da igreja, como também derruba a tese falsa de que Roma foi a maior inimiga da bruxaria.
Bodin nos deixa claro que a prática da Missa Negra pelo catolicismo é muito mais comum do que podemos imaginar, e que para a igreja, os abusos não existem já que não há a prática sexual em si. Os rituais são "necessários" na liturgia da igreja e por isso não há expulsão nem condenação prevista. Os padres aprendem a realizar a missa negra antes mesmo dos votos de obediência, pobreza e castidade.
É um fato real que na ampla maioria dos casos não há realmente relações sexuais na prática; mas tão somente a manipulação dos órgãos genitais: seja para a obtenção de esperma e outras secreções ou o uso do corpo da criança como altar, semelhante ao que ocorre nas Missas Negras convencionais praticadas por satanistas tradicionalistas, em que uma virgem ou um menino na puberdade é utilizado.
Em Dogma e Ritual de Alta Magia, Eliphas Lévi faz uma menção do livro em que detalha um horrendo ritual chamado Oráculo Sangrento; em que um menino é degolado sob um altar católico enquanto se preparava para a primeira comunhão; praticado por um bispo francês sob encomenda do Rei Carlos IX e Catarina de Médici. Embora naquela época o uso de secreções corporais como suor, urina, sangue e principalmente esperma e secreções vaginais já fossem de uso corrente, do século VII para cá, os rituais foram ficando cada vez menos violentos, onde a magia sexual substituiu gradativamente os sacrifícios sangrentos. Qualquer domonologista moderno sabe que atualmente, via regra litúrgica do cripto-catolicismo, a violação de um corpo puro, virgem, é tão agradável aos demônios quanto um sacrifício sangrento.
A igreja obviamente não foi a criadora dos rituais e sim os roubou de livros e grimórios confiscados durante a inquisição, principalmente dos magos de origem semita e babilônica onde rituais utilizando crianças como oráculos são encontrados aos montes, especialmente para necromancia. Para aqueles que questionam os rombos financeiros que a igreja tem de arcar por causa dos processos por pedofilia contra ela, o Arcebispo Emmanuel Milingo, exorcista e autor do best seller "Cara a Cara com o Diabo" afirma:
"A terceira dimensão do mal na Igreja é a adoração a Satanás e as Missas Negras que profanam nossa santidade. Desde que a igreja passou a flertar com a Maçonaria, parece que estamos a trilhar um caminho sem volta. Para cada dólar perdido em processos, a igreja ganha três em lucrativos acordos espirituais com grandes industriais, empresários e políticos maçons."
Os acordos espirituais a que Milingo se refere são Missas Negras encomendadas e realizadas numa mistura com rituais tão antigos quanto secretos de lojas maçônicas tradicionais. Claramente nem todos os padres trabalham para estes meios e fins, a maioria pratica Missas Negras em proveito próprio, o elixir dos elixires sexuais como dizia o marquês de Sade; dezenas de exemplos podem ser encontrados em obras como "O Livro Negro dos Demônios", Dicionário Diabólico" e "Demonomoania dos Feiticeiros".
Lamentavelmente não há uma tradução decente para o português desta magnífica obra; essencial para quem quer e precisa se aprofundar nos estudos ocultos. Quanto as denúncias, a igreja mostra que não tem sido o suficientemente hábil em manter a excitação e o silêncio de seus homens. Conventos e mosteiros são antros de feitiçaria, capazes de fazer inveja aos mais sábios dos iniciados. Mas sua saúde financeira também comprova que a suposta união com a maçonaria denunciada pelo arcebispo Milingo, têm sido altamente saudável a seus cofres.
É por razões como essas e outras, que um dos comportamentos mais tolos daqueles que seguem o caminho da mão esquerda, é atacar gratuitamente o Catolicismo, como já apregoava Aleister Crowley. Podemos e devemos questioná-los, aproveitarmos seus segredos e aquilo que realmente nos diz respeito e nos interessa, e deixar que os membros das religiões ditas divinas acusem-se e matem-se uns aos outros.. Atirar para todos os lados neste caso, simplesmente seguindo o que a TV e os concorrentes de fé falam seria matar a nossa própria galinha dos ovos de ouro, ou pior ainda, é imolar o nosso cordeiro de ouro.
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